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Presidente da Colômbia destaca morte de chefe das Farc pelo Exército

10 ago 2013
17h10

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, destacou neste sábado a morte por tropas do Estado de um chefe da guerrilha comunista das Farc, com a qual seu governo realiza um diálogo de paz em Cuba.

"Graças ao trabalho conjunto da força aérea e do exército foi neutralizado 'Zeplin', líder da frente ocidental das Farc", escreveu Santos em sua conta no Twitter.

Zeplin, cujo nome verdadeiro é Jesús Antonio Plata Ríos, foi morto por tropas da terceira divisão do exército em operações realizadas entre os departamentos (províncias) de Cauca e Nariño (sudoeste), informou o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, na noite de sexta-feira.

Junto com Zeplin, também foi abatido outro guerrilheiro, conhecido como Miller, que ao que parece, fazia parte de sua segurança pessoal, informou a terceira divisão do exército em um comunicado à imprensa divulgado neste sábado.

Segundo esse relatório, os dois guerrilheiros morreram durante um enfrentamento ocorrido na tarde de sexta-feira em uma zona rural afastada de Balboa (Cauca).

Contra o chefe guerrilheiro, com mais de 20 anos nas FARC, pesavam oito ordens de captura por delitos de associação para delinquir, homicídio, furto qualificado e sequestro extorsivo, disse o relatório.

De acordo com o ministro, Zeplin era o ideólogo do bloco ocidental das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e líder de massas e de redes de apoio ao terrorismo no sudoeste do país, disse a jornalistas.

"Este é mais um golpe que demonstra a capacidade de nosso Exército Nacional na luta contra as Farc", acrescentou Pinzón.

As negociações entre o governo de Santos e as Farc ocorrem desde novembro do ano passado sem que as duas partes tenham cessado os confrontos na Colômbia, por decisão do presidente, que considera que isso daria uma vantagem estratégica a esta guerrilha.

As Farc, com cerca de 8.000 combatentes e 49 anos de luta armada contra o Estado colombiano, são a guerrilha mais antiga da América Latina.

Atualmente as duas partes negociam em Havana o segundo ponto de uma agenda de cinco organizada previamente para colocar fim ao conflito armado.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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