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Por lenda do "lobisomem", Kirchner adota jovem judeu

Tradição do país diz que o sétimo filho de uma família pode se tornar um lobisomem no aniversário de 13 anos

29 dez 2014
17h33
atualizado às 18h03
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A presidente Cristina Kirchner participou de um ritual pouco visto, mas existente desde o início do século 20 na Argentina: a adoção do sétimo filho de uma família para evitar que ele se torne um “lobisomem”. As informações são do The Independent.

A presidente disse que o jovem é "doce e amável"
A presidente disse que o jovem é "doce e amável"
Foto: Twitter

No dia 23 deste mês, Kirchner encontrou a família do jovem judeu Yair Tawil para uma cerimônia de “adoção”. Segundo a lenda do país, o sétimo filho nascido de uma família poderá se tornar a criatura bizarra, em seu 13º aniversário – o lobisomem, então, sofreria uma transformação à meia-noite a cada lua cheia, condenado a caçar e matar, antes de retornar à forma humana.  

No dia 23 deste mês, Kirchner encontrou a família do jovem judeu Yair Tawil para uma cerimônia de adoção
No dia 23 deste mês, Kirchner encontrou a família do jovem judeu Yair Tawil para uma cerimônia de adoção
Foto: Twitter

Por causa da crença, muitas famílias do começo do século 20 matavam meninos após o nascimento. Para acabar com a matança de recém-nascidos, em 1907, o presidente Juan Domingo Peron iniciou a tradição de adotar as crianças, para evitar que se tornem lobisomens.

Como o número de crianças nascidas em uma mesma família diminuiu de cem anos para cá, Yair foi um dos únicos a serem adotados, em função disso, recentemente – e, segundo a própria presidente afirmou, é o primeiro judeu da lista, já que, até 2009, apenas crianças católicas haviam sido adotadas.

Kirchner ficou emocionada com a cerimônia e disse que o jovem é “doce e amável”.

As crianças adotadas pelo presidente ganham uma medalha de ouro e uma bolsa de estudos de ensino integral.

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Fonte: Terra
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