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Peru registra 1º caso de gripe suína na América do Sul

29 abr 2009
21h54
atualizado em 30/4/2009 às 10h36

Uma argentina que chegou ao aeroporto internacional de Lima em um vôo procedente do México se tornou a primeira vítima de gripe suína confirmada no Peru e na América do Sul, informou nesta quinta o ministro da Saúde peruano, Óscar Ugarte.

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Foto: Reuters

Ele explicou que os exames que realizados nas últimas horas deram positivo no fator H1 e, embora ainda faltasse um teste para determinar outro fator, N1, ela já era considerada portadora da doença.

"Tem todos os sintomas e reação positiva às análises. Já podemos dizer que ela está em 80% de confirmação", apontou.

A argentina, identificada como Alejandrina Coche, 27 anos, permanece isolada no hospital Daniel A. Carrión, da região de Callao e a confirmação do caso levou o Governo peruano a suspender os voos com o México.

Segundo comunicado oficial, ela apresentava "tosse forte com expectoração, febre de 39 graus, mal-estar geral, dor no peito e nas costas e calafrios, além de dor de cabeça".

A doença causada pelo vírus A/H1N1 se manifesta com o aumento repentino da temperatura corporal, tosse, catarro, intensas dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos e dor de cabeça.

Após os primeiros socorros no terminal aéreo, as autoridades decidiram transferi-la para o hospital do Callao, onde apresentou uma melhora após ser internada em uma área reservada para enfrentar os possíveis casos de gripe suína.

Ugarte, que na terça-feira advertiu as autoridades argentinas do "risco potencial" que correm os passageiros e a tripulação do voo, disse que se aplicou o protocolo de atendimento para evitar a propagação da doença no país.

O ministro acrescentou que outros possíveis casos vêm sendo analisados, entre eles o de uma guia turística de Cuzco, que aparentemente teve contato com mexicanos; outro de um mexicano na cidade de Loreto, que fica no meio da selva; e de uma peruana que chegou do Canadá e permanece em observação, em casa.

O ministro pediu aos peruanos que tomem "todas as precauções", mas mantenham a calma com a aparição da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou hoje para o nível 5 o alerta pela expansão do vírus e pediu aos países de todo o mundo que passem da preparação à ação diante da pandemia iminente.

De acordo com a OMS, até antes do caso detectado no Peru, há 114 casos de gripe suína no mundo confirmados oficialmente por laboratórios: 64 nos Estados Unidos, 26 no México, 13 no Canadá, quatro na Espanha, três na Nova Zelândia, dois no Reino Unido e outros dois em Israel.

Gripe Suína
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe suína é causada por uma variante do vírus influenza tipo A, que porta a designação H1N1. O órgão aumentou o nível de alerta para cinco (pandemia iminente) em uma escala que vai até seis. O temor é de que nova mutação torne os humanos incapazes de combater a doença, por falta de anticorpos.

A gripe suína teria matado mais de 150 pessoas no México, país mais afetado pelo surto, onde cerca de 2 mil pessoas estariam infectadas. No entanto, autoridades sanitárias do país confirmaram apenas 99 casos e 8 mortes relacionadas ao vírus AH1N1.

Nos EUA, até o momento foram confirmados 91 casos de pessoas com gripe suína; uma morreu. Há duas pessoas com suspeita de contaminação no Brasil, e outras 36 são monitoradas pelo Ministério da Saúde.

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