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Peru: Humala e Keiko admitem imprevisibilidade para 2º turno

5 mai 2011
17h26
atualizado às 19h56

Os candidatos à presidência do Peru, Keiko Fujimori e Ollanta Humala, admitiram nesta quinta-feira que os resultados do segundo turno que será realizado no dia 5 de junho são imprevisíveis, devido ao equilíbrio mostrado nas pesquisas de opinião.

Candidato esquerdista Ollanta Humala corre ao lado de correligionários durante atividade de sua campanha, em Lima
Candidato esquerdista Ollanta Humala corre ao lado de correligionários durante atividade de sua campanha, em Lima
Foto: AFP

Segundo a última pesquisa do instituto Ipsos-Apoyo, divulgada nesta quarta-feira, o candidato Humala (coligação Gana Peru) está com 39% das intenções de voto, enquanto Keiko Fujimori (Fuerza 2011) possui 38%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado é empate técnico.

Em apenas uma semana, Humala perdeu dois pontos de apoio, os mesmos que Fujimori ganhou, o que confirma a tendência decrescente do primeiro, que viu diminuir a vantagem de cinco pontos que obteve no primeiro turno, realizado em 10 de abril. Em relação a essa mudança, Keiko comentou nesta quinta-feira que leva com "otimismo" e "muita prudência" sua ascensão nas pesquisas e disse que isso reflete a confiança do povo suas propostas de governo.

"Faltam várias semanas e qualquer coisa pode acontecer. No entanto, o que eu ressalto é essa tendência ascendente que reflete a confiança do povo em nosso plano de Governo", destacou a candidata, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que cumpre pena de 25 anos de prisão por violação dos direitos humanos durante seu governo. Em declarações à emissora de rádio RPP, Keiko admitiu inclusive que tem coincidências com as propostas de Humala, sobretudo no que se refere a "trabalhar" pelos mais pobres.

"Acho que as coincidências que possam existir entre Gana Peru e Fuerza 2011 se referem sobretudo à proposta, ao interesse e ao compromisso de trabalhar pelos setores mais desprotegidos", explicou. O candidato a primeiro vice-presidente de Humala, Omar Chehade, assinalou, por sua vez, que os resultados das pesquisas demonstram que "qualquer um pode ganhar".

Apesar disso, ele afirmou que não acredita nas pesquisas, porque, em sua opinião, elas "representam partidos e grupos de poder econômico que as contratam". "Nós estamos buscando consensos, alianças, negociar com os grupos que ficaram de fora do segundo turno. O povo não nos deu a maioria absoluta", disse Chehade.

O candidato a vice reconheceu que Humala cometeu um erro ao visitar em 2006 o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a cuja proposta política é vinculado por seus detratores e por grande parte da imprensa peruana. Sobre isso, ele declarou ao jornal "El Comercio" que "o Peru mudou" em relação às eleições de 2006, quando Humala perdeu o segundo turno contra o hoje presidente, Alan García.

Chehade se definiu como "um crítico acérrimo de Chávez" e ressaltou que, apesar disso, foi eleito por Humala como seu candidato a primeiro vice-presidente.

EFE   
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