América Latina

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23 de novembro de 2012 • 19h25 • atualizado às 20h55

Patriota pede que ONU se atualize e amplie Conselho de Segurança

Antonio Patriota participa da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (arquivo)
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
 

Em defesa da ampliação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, cobrou hoje (23) que a entidade se "atualize" conforme a nova ordem mundial. A cobrança de Patriota é permanente, pois o governo brasileiro critica o formato atual do órgão, que corresponde ao cenário de depois da 2ª Guerra Mundial, e quer ocupar um assento permanente no conselho.

"Continuamos trabalhando para que a ONU se atualize, reforme-se, em particular, o Conselho de Segurança, acompanhe essa evolução da redistribuição do poder internacional, atualizando com novos membros permanentes e não permanentes", disse o chanceler, após participar de um seminário, em Salvador, na Bahia, no qual foi discutido o Mercosul e as novas perspectivas do bloco.

Patriota reiterou ainda que o Brasil vive um dos seus melhores períodos. "Hoje o Brasil é, talvez, pela primeira vez na sua história, um país de alcance global. Existem dados materiais que comprovam isso. Somos um dos poucos países que têm relações com todos os países", lembrou ele, acrescentando que o número de embaixadas do Brasil na África é superior à quantidade das representações do Reino Unido.

O pleito do Brasil é integrar de forma permanente o Conselho de Segurança das Nações Unidas. O órgão é formado por 15 integrantes, dos quais apenas cinco têm assentos permanentes: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. De forma rotativa, a cada dois anos, os demais dez lugares são alternados. Atualmente, ocupam os dez assentos rotativos: Azerbaijão, Guatemala, Marrocos, Paquistão e Togo, cujos mandatos acabam no próximo ano, além de Colômbia, Alemanha, Índia, Portugal e a África do Sul, cujos períodos terminam em dezembro.

As autoridades brasileiras defendem a ampliação do número de cadeiras no conselho de 15 para 25, entre as quais o Brasil se coloca como candidato a titular. A discussão é mantida no debate político internacional, mas esbarra em restrições por parte de alguns países por questões de divergências regionais.

Agência Brasil