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Papa pede solidariedade "a todos" para ajudar Chile

28 fev 2010
09h02
atualizado às 09h36

O papa Bento XVI expressou hoje solidariedade ao Chile, rezou pelas vítimas do terremoto e pediu "a todos", especialmente às organizações eclesiásticas, que ajudem os mais prejudicados pela catástrofe.

"Meu pensamento está no Chile e nas povoações prejudicadas pelo terremoto que deixou várias vítimas e grandes danos. Rezo pelos mortos e me sinto espiritualmente junto às pessoas afetadas por essa grave calamidade", disse o pontífice perante milhares de pessoas que, na Praça de São Pedro, assistiram à oração do Angelus.

O papa implorou a Deus que alivie o sofrimento das pessoas no Chile "e lhes dê forças para superar a adversidade".

"Tenho certeza que não faltará a solidariedade de todos, em particular das organizações eclesiásticas", acrescentou Bento XVI em italiano. Depois, falando em espanhol, o papa Ratzinger reiterou que se sentia "particularmente próximo à querida população chilena afetada pelo grande terremoto".

O governo chileno confirmou pelo menos 300 mortos no terremoto, que chegou a ser sentido em alguns bairros de São Paulo e teve 8,8 graus de magnitude na escala Richter, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, em inglês).

Tragédia no Chile
Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado (27) no Chile. A contagem de corpos chega a pelo menos 300, e o número de afetados, de 2 milhões, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país.

O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). O número de vítimas mortais e de feridos pode aumentar.

Efeitos do estrago
Os danos materiais do terremoto ainda estão sendo avaliados. O muro de uma prisão veio abaixo com o abalo sísmico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chillán, a 401 quilômetros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago foi fechado devido a alguns danos em suas instalações, e várias pontes ficaram danificadas. A luz e o serviço de telecomunicações estão cortadas na região metropolitana e em Valparaíso foram registrados danos internos em edifícios. Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instruções à população.

Em alguns lugares, falta água potável. Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.

Mais forte que no Haiti
O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar. De manhã, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.

O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo que causou centenas de vítimas e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.

Com informações da Reuters, EFE e 20 minutos.es

EFE   
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