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Papa pede perdão por abuso da Igreja Católica na colonização

Pontifício lembrou, porém, que muitos religiosos se opuseram ao uso da força em nome da fé

9 jul 2015
21h26
atualizado às 21h52
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O papa Francisco, em encontro com movimentos sociais em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, pediu nesta sexta-feira (9) "humildemente perdão" pelos crimes contra os povos originários da região, na "chamada conquista da América". "Aqui, quero me deter em um tema importante. Porque alguém poderá dizer, com direito, que quando o papa fala de colonialismo, se esquece de certas ações da Igreja", disse o pontífice, em discurso durante o segundo dia de visitas no país. Em seguida, Francisco disse "com pesar", que foram cometidos "muitos e graves pecados" contra os povos da América do Sul, utilizando Deus como justificativa.

Papa Francisco pediu perdão pelos crimes contra os povos originários da região na colonização
Papa Francisco pediu perdão pelos crimes contra os povos originários da região na colonização
Foto: Leonardo Muñoz / EFE

O papa relembrou que ele e antecessores já reconheceram os crimes, citando ainda palavras de João Paulo II para se desculpar: "Peço que a Igreja se ajoelhe diante de Deus e implore perdão pelos pecados do passado e do presente de seus filhos".

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Por outro lado, o argentino pediu que todos fossem "justos", para se recordar de bispos, sacerdotes e religiosos laicos "que se apuseram à lógica da espada com a lógica da cruz". "Houve pecados, por isso peço perdão, mas onde havia pecado, sobressaiu a graça. Estes religiosos levaram a boa nova de Jesus com coragem e mansidão, respeito e em paz. Na passagem por esta vida, deixaram comoventes obras de promoção humana e de amor, muitas vezes junto com os povos indígenas".

Esta não é a primeira vez, como disse Francisco, que um papa pede perdão pela atuação da Igreja Católica no período colonial. João Paulo II pediu perdão em Santo Domingo, na República Dominicana, em 13 de outubro de 1992.

Depois disso, Bento XVI, após viagem ao Brasil em 2007, onde foi duramente criticado por não mencionar o período da colonização, aproveitou uma audiência para dizer que "não se pode ignorar as sombras que acompanharam a evangelização do continente latino-americano".

EFE   
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