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Papa pede no México que nenhum poder despreze a dignidade

23 mar 2012
20h55
atualizado às 22h09
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O papa Bento XVI afirmou que nenhum poder pode desprezar a dignidade humana, ao chegar nesta sexta-feira ao México, e pediu aos católicos para reafirmar sua fé. O Pontífice disse ainda que os mexicanos precisam ser "fermento na sociedade, contribuindo para uma convivência respeitosa e pacífica, baseada na inigualável dignidade de qualquer pessoa, criada por Deus, a qual nenhum poder tem direito de esquecer ou desprezar".

Bento XVI saúda público, com a primeira-dama mexicana, Margarita Zavala, ao lado, em estrutura montada no aeroporto de Guanajuato
Bento XVI saúda público, com a primeira-dama mexicana, Margarita Zavala, ao lado, em estrutura montada no aeroporto de Guanajuato
Foto: AFP

O Papa afirmou que rezará "particularmente pelos que sofrem devido a antigas e novas rivalidades, ressentimentos e formas de violência". Assim, citou as guerras antidrogas que atingem o México e que deixaram desde dezembro de 2006 mais de 50 mil mortos como resultados de disputas entre os cartéis e a repressão militar.

Joseph Ratzinger se disse contente de estar no México e na América Latina. "Desejo dar as mãos de todos os mexicanos e abraçar as nações e os povos latino-americanos", declarou ao iniciar sua visita. "A Igreja não compete com outras iniciativas privadas ou públicas. Não pretende nada além de fazer o bem de forma desinteressada e respeitosa", afirmou o Pontífice que chegou na tarde de sexta-feira no aeroporto de Guanajuato na cidade de Silao, onde foi recebido pelo presidente Felipe Calderón.

Desta forma, o Papa citou as tensões em torno do crescente laicismo no México, que se traduziu em reformas vinculadas à família, ao aborto e às uniões homossexuais. A Cidade do México aprovou nos últimos anos leis que descriminalizam o aborto antes das 12 semanas de gravidez e autorizam o casamento com plenos direitos de pessoas do mesmo sexo.

Bento XVI afirmou sua esperança de que "este povo honre a fé recebida e suas melhores tradições", diante da diminuição das práticas religiosas registrada no país e da violência relacionada ao narcotráfico que deixa 50 mil mortos em cinco anos.

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