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Papa: 'poder dos exércitos' não basta para derrotar o mal

25 mar 2012
15h06
atualizado às 15h51

As "estratégias humanas" e o "poder dos exércitos" não são suficientes para derrotar o mal, disse neste domingo o papa Bento XVI durante uma missa campal no México, na qual pediu à América Latina para que confiasse em "Cristo Rei" para buscar "paz e acordo". Após afirmar que o México e o continente vivem "momentos de dor e de esperança", Bento criticou o poder dos exércitos que submetem os demais pela força ou pela violência.

Papa usou sombreiro tipicamente mexicano antes de missa
Papa usou sombreiro tipicamente mexicano antes de missa
Foto: AP

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O Papa pronunciou-se ante mais de 350 mil fiéis, reunidos sob sol forte para uma missa campal no parque Bicentenário da cidade de Silao, no centro do México, um país sacudido pela violência do narcotráfico que já deixou mais de 50 mil mortos em cinco anos.

Bento XVI comparou a situação que vive a América Latina com as vicissitudes do povo hebreu relatada no Antigo Testamento. "A história de Israel narra também grandes proezas e batalhas, mas na hora de afrontar sua existência mais autêntica, seu destino mais decisivo que é a salvação, mais que em suas próprias forças, põe sua esperança em Deus, que pode recriar um coração novo, não insensível e não vaidoso", disse.

O Papa disse ainda que "isso nos recorda hoje que, quando se trata da vida pessoal e comunitária, em sua dimensão mais profunda, não bastarão as estratégias humanas para nos salvar".

Segundo o Papa, a Igreja da América Latina e do Caribe têm a necessidade de "confirmar, renovar e revitalizar" para superar o que chamou de "cansaço da fé". A Igreja da América Latina, que representa 28% dos católicos do mundo, enfrenta o desafio da perda de fiéis ante o avanço de outras crenças e com o crescente debate de políticas estatais em temas como o aborto, a contracepção e o matrimônio homossexual, que contrariam a doutrina católica tradicional.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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