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ONU quer participação de jovens e mulheres na reconstrução do Haiti

11 jan 2011 13h52
| atualizado às 14h07
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O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) recomendou nesta terça-feira que o governo haitiano tome medidas para apoiar a participação dos jovens e das mulheres na reconstrução do país, um ano depois do terremoto que devastou o Haiti no dia 12 de janeiro de 2010.

Mulher recebe tratamento em clínica improvisada em Porto Príncipe após o terremoto
Mulher recebe tratamento em clínica improvisada em Porto Príncipe após o terremoto
Foto: AFP

O representante do UNFPA no Haiti, Igor Bosc, fez esta recomendação em Porto Príncipe, durante a apresentação do relatório do organismo sobre a situação demográfica da população deste país depois do terremoto, que matou 300 mil pessoas e deixou 1,5 milhão de desabrigados.

O estudo demonstra que "a taxa de escolarização diminuiu depois de 12 de janeiro", ao mesmo tempo que indica que 75% dos alunos vão a escolas particulares.

A proporção de pessoas empregadas caiu de 28% para 27%, acrescenta o relatório. Bosc pediu às autoridades haitianas e aos organismos de desenvolvimento que impulsionem "o acesso de crianças e mulheres à educação em geral" e apoiem "o desenvolvimento de uma massa de jovens graduados".

Também sugeriu facilitar "a integração e participação dos jovens nas esferas das decisões". O UNFPA, por outra parte, estimou que 80% das pessoas que deixaram a capital depois da tragédia retornou quatro meses mais tarde.

Entre estas pessoas, 60% pensa que "sua situação é pior que antes" do terremoto, declarou Bosc. Apesar disto, somente 20% delas queria deixar a capital e a metade deste grupo queria viajar para o exterior, afirmou.

Frente a esta situação, o UNFPA recomendou o desenvolvimento de "uma política participativa de planejamento do território" que utilize "a dinâmica da população e a gestão responsável dos recursos naturais".

Também aconselhou o "reforço das instituições que prestam serviços de base sustentável no campo e nas cidades", assim como o desenvolvimento de "uma política de emprego concentrada nos jovens e nas mulheres".

EFE   
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