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ONU inicia inspeção de armas em navio norte-coreano retido no Panamá

13 ago 2013
20h16
atualizado às 20h24
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Inspetores da ONU começaram nesta terça-feira a inspeção nas 240 toneladas de armas encontradas escondidas em um navio mercante norte-coreano que vinha de Cuba e foi detido no Panamá no início de julho.

O objetivo dos especialistas, que devem finalizar o trabalho e publicar o relatório em dois meses, é determinar se alguma resolução do Conselho de Segurança da ONU que proíbe a importação ou exportação de armamento pela Coreia do Norte foi violada.

O Ministério de Segurança informou em comunicado que na sede do Serviço Nacional Aeronaval do Panamá (Senan) foi apresentado à missão da ONU "um relatório sobre a atuação do Panamá desde a detenção do navio Chong Chon Gang".

As autoridades panamenhas detiveram o navio no último dia 10 de julho sob suspeita de transportar drogas e descobriram material bélico vindo de Cuba oculto entre toneladas de açúcar.

"Para o Panamá este tema representa um incidente que viola resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e não um caso cuja solução possa ser dada de outra forma que não por essa instância internacional, com apego e respeito ao nosso direito interno", disse a carta do Ministério de Segurança panamenho.

A Coreia do Norte mandou uma "nota verbal" ao Panamá na qual pedia uma solução "diplomática" ao incidente do navio, mas o país "respondeu que enquanto não for conhecido o relatório final dos inspetores do Conselho de Segurança não há saída diplomática", informou ontem à Agência Efe uma fonte oficial panamenha.

Em um cronograma de trabalho que não foi detalhado, os técnicos da ONU "vão a diferentes lugares, entre eles o porto de Manzanillo para inspecionar o navio", detalhou ontem o chefe do Senan, Belsio González.

Os técnicos também visitarão os 35 tripulantes norte-coreanos que permanecem detidos na antiga base aeronaval de Sherman em instalações especialmente preparadas com áreas de jogos e televisores.

A tripulação, que se negou a falar com as autoridades panamenhas, foi acusada pela procuradoria de atentar contra a segurança pública por transportar o arsenal e cada um deles pode ser condenado a até 12 anos de prisão.

Cuba disse que as armas estavam "obsoletas" e foram enviadas para reparo na Coréia do Norte, que imediatamente confirmou essa versão alegando um "contrato legítimo" entre as partes.

As autoridades panamenhas encontraram peças de aviões caça, dois sistemas de mísseis antiaéreos, explosivos, granadas, foguetes de curto alcance, munição e pelo menos seis caminhões de comando e controle de mísseis, entre outros.

Um dos objetivos da visita dos inspetores será determinar o destino das armas, do açúcar e da tripulação. Mulino disse que o Panamá pode ficar com o açúcar e com as armas, mas esclareceu que o país não usa esse tipo de equipamentos militares.

O ministro acrescentou que a tripulação poderia ser repatriada através de um terceiro país, já que o Panamá e Coreia do Norte não têm relações diplomáticas.

EFE   

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