PUBLICIDADE

ONG diz que há 90 presos e 40 feridos após protestos na Venezuela

14 fev 2014 00h16
| atualizado às 00h16
ver comentários
Publicidade

O coordenador da ONG venezuelana Provea, Marino Alvarado, informou nesta quinta-feira que foram contabilizados mais de 90 detidos, que ainda vão se apresentar nos tribunais de Caracas, assim como cerca de 40 feridos por arma de fogo em diferentes regiões do país.

Alvarado disse que as 26 pessoas que foram presas em Barquisimeto, no oeste do país, durante as manifestações de ontem, foram liberadas e que protestos pacíficos contrários ao governo do presidente Nicolás Maduro ocorreram até à tarde dessa quinta-feira em cerca de 12 Estados.

"Aconteceram coisas positivas e negativas, o positivo é que, por exemplo, hoje em Barquisimeto foram libertados todos os que estavam detidos. Em Caracas, temos mais de 90 detidos que ainda não foram apresentados nos tribunais por causa de um problema tecnológico", disse.

Alvarado explicou que o servidor central dos tribunais de Caracas sofreu um problema que afetou o desenvolvimento de suas atividades normais, por isso espera-se que os detidos sejam apresentados amanhã, "o que permite a continuidade da política de criminalização dos protestos", afirmou.

O coordenador da ONG acrescentou que, em outras partes do país, as pessoas que foram apresentadas nos tribunais passaram para um regime em que são obrigadas a se apresentar em um tribunal a cada oito dias.

Disse que também há "um número grande de feridos por arma de fogo, mais de 40, alguns deles com alguma gravidade, em várias partes do país".

Alvarado também se referiu a um incidente que aconteceu com o coordenador de mídia da Provea, Inti Rodríguez, que sofreu "um sequestro-relâmpago" de duas horas que foi atribuído a "um grupo armado" e a agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin).

"Foi espancado e posteriormente libertado, todos os seus pertences foram roubados e também o ameaçaram de morte e a sua família caso fizessem alguma denúncia", afirmou Alvarado.

Acrescentou que se tratou de um incidente não diretamente relacionado com o trabalho do ativista da Provea, mas com a "impunidade de grupos paramilitares" no bairro 23 de Enero, reduto do chavismo em Caracas.

Por outro lado, Alvarado disse que "neste momento se desenvolvem manifestações em cerca de 12 Estados do país. É um ato de irreverência em relação às ameaças feitas ontem por Nicolás Maduro", avaliou.

Maduro, que classificou os protestos como parte de um plano de golpe de Estado contra seu governo, declarou na quarta-feira que tinha dado ordens para que qualquer pessoa que protestasse sem permissão fosse imediatamente presa.

De acordo com fontes oficiais, durante os incidentes que aconteceram na quarta-feira nas manifestações organizadas pela oposição, três pessoas morreram, 66 ficaram gravemente feridas e 69 foram detidas em diversas partes do país.

EFE   
Publicidade
Publicidade