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Ollanta Humala se diz mais "maduro" e modera discurso

8 abr 2011 17h40
| atualizado às 19h19
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O comandante reformado do Exército do Peru Ollanta Humala, que perdeu as eleições de 2006 com uma mensagem contra o sistema, realizou uma grande mudança em seu estilo que o fez crescer em popularidade e se situar como uma das principais opções para o pleito presidencial de domingo.

Presidente do Partido Nacionalista Peruano (PNP) e candidato da formação de centro-esquerda Gana Peru, Humala se apresenta com uma aparência renovada, ressaltando sua imagem de pai de família e se deixando fotografar, com o terço na mão, junto ao ultraconservador Arcebispo de Lima, Juan Luis Cipriani.

Seu projeto é o que mais claramente aposta na inclusão social e na redistribuição da riqueza, mas sua campanha se baseou em se distanciar da imagem de "nacionalizador" de empresas e de aliado dos presidentes Evo Morales (Bolívia) e Hugo Chávez (Venezuela).

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Nascido em 27 de junho de 1962 em Lima, no seio de uma família na qual abundam os nacionalistas radicais, Humala possui uma carreira militar que o levou a lutar contra o terrorismo e o narcotráfico.

Sua entrada na esfera pública começou, no entanto, no dia 29 de outubro de 2000, quando liderou junto a seu irmão Antauro o levantamento militar contra o presidente Alberto Fujimori, que terminou com sua prisão por rebelião seguida de anistia.

Humala retornou ao Peru em 2005 para fundar o PNP e iniciar uma carreira política que o levou ao segundo turno presidencial em 2006, quando perdeu com 46% dos votos para Alan García.

Convencido de que, como disse o analista Julio Cotler, com uma posição extrema nunca ganharia uma eleição, Humala trabalhou na atual campanha para remediar o temor gerado em certos setores.

O candidato do Gana Peru elaborou uma imagem dupla: sua camisa vermelha foi substituída por uma branca, enquanto cada vez mais aparece de terno e gravata para suas mensagens a empresários, como no recente anúncio de um compromisso que inclui o respeito aos contratos e à liberdade de imprensa.

Apesar destas tentativas de mostrar como, em suas próprias palavras, "amadureceu" a respeito de 2006, alguns meios de comunicação e os demais candidatos relacionaram seu crescimento nas pesquisas com a queda da Bolsa de Valores de Lima e com a alta da taxa de câmbio do dólar.

peru eleições ollanta 2 (repre)
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Foto: AP
EFE   
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