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OEA aprova resolução de apoio ao governo do Equador por crise

30 set 2010
17h35
atualizado às 18h49

A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta quinta-feira uma resolução de apoio ao presidente do Equador, Rafael Correa, enquanto o Mercosul manifestou preocupação e condenou qualquer ataque contra o Estado. O Equador está em meio a uma crise institucional iniciada após um protesto de forças de segurança.

Em uma sessão extraordinária do Conselho Permanente, representantes dos países que compõem a OEA rejeitaram qualquer tentativa de desestabilização da ordem constitucional no país, onde policiais foram às ruas em protesto contra a suspensão de benefícios econômicos.

O Mercosul, bloco econômico formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, por sua vez, condenou "energicamente todo e qualquer tipo de ataque ao poder civil legitimamente constituído e à ordem constitucional e democrática do Equador", segundo nota do Itamaraty.

"As ações representam clara tentativa de sublevação constitucional por setores das Forças de Segurança daquele país", diz o comunicado. O bloco reiterou que o Equador faz parte do Protocolo de Ushuaia de Compromisso Democrático do Mercosul e que, por isso, exige o imediato retorno de sua normalidade constitucional.

Protestos
Os distúrbios registrados no Equador têm origem na recusa dos militares em aceitar uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para reduzir os custos do Estado. As medidas preveem a eliminação de benefícios econômicos das tropas. Além disso, o presidente também considera a dissolução do Congresso, o que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições, depois que membros do próprio partido de Correa, de esquerda, bloquearam no legislativo projetos do governante.

Isso fez com que centenas de agentes das forças de segurança do país saíssem às ruas da capital Quito para protestar. O aeroporto internacional chegou a ser fechado. No principal regimento da cidade, Correa tentou abafar o levante. Houve confusão, e o presidente foi agredido e atingido com bombas de gás. Correa precisou ser levado a um hospital para ser atendido. De lá, disse que há uma tentativa de golpe de Estado. Foi declarado estado de exceção no Equador - com militares convocados para garantir a segurança nas ruas. Mesmo assim, milhares de pessoas saíram às ruas da cidade para apoiar o presidente equatoriano.

Com informações de agências internacionais

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