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Obama oferece ajuda ao Chile e alerta Havaí por tsunami

27 fev 2010
16h34
atualizado às 16h58

O presidente americano, Barack Obama, disse neste sábado que os Estados Unidos têm recursos e estão prontos para enviá-los ao Chile, e pediu aos habitantes do Havaí e da costa oeste que se preparem para a chegada do tsunami. Em declarações à imprensa na Casa Branca, Obama explicou que entrou em contato com a presidente chilena, Michelle Bachelet, para oferecer a ajuda americana em resgate e reconstrução.

Obama disse que os Estados Unidos têm recursos e estão prontos para enviá-los ao Chile
Obama disse que os Estados Unidos têm recursos e estão prontos para enviá-los ao Chile
Foto: Reuters

O presidente disse que o país se prepara para a chegada de um possível tsunami e exigiu aos americanos que prestem atenção nas diretrizes das autoridades locais. O terremoto gerou um maremoto no Oceano Pacífico, que já atingiu partes do litoral do Chile, da Ilha de Páscoa e das Ilhas Galápagos.

Nos EUA, está previsto que o território mais afetado seja o Havaí, mas Obama também sugeriu que os habitantes da costa oeste sigam as instruções das autoridades. O governo americano deixou no ar a visita ao Chile da secretária de Estado, Hillary Clinton, que deveria chegar a Santiago nesta segunda-feira.

O terremoto aconteceu às 3h36 (na hora local e em Brasília) com epicentro na região de Bío-Bío, a 500 km de Santiago e a 90 km da capital regional, Concepción. O governo chileno confirmou pelo menos 147 mortos na tragédia. O sismo chegou a ser sentido em alguns bairros de São Paulo e teve 8,8 graus de magnitude na escala Richter, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, em inglês).

O terremoto gerou um tsunami no Oceano Pacífico que chegará ao Havaí pouco depois das 18h (Brasília), como informou a Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos (NOAA, na sigla em inglês). A NOAA emitiu ainda um alerta de tsunami para uma ampla área do Pacífico, incluindo México, Peru, Equador, Nova Zelândia, Austrália, Rússia, Indonésia, Japão e Filipinas, além do Chile.

Tragédia no Chile
Mais de 140 pessoas morreram morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado (27) no Chile. A contagem de corpos pode passar de 180, segundo o canal estatal Televisión Nacional. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país.

O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). O número de vítimas mortais e de feridos pode aumentar.

Efeitos do estrago
Os danos materiais do terremoto ainda estão sendo avaliados. O muro de uma prisão veio abaixo com o abalo sísmico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chillán, a 401 quilômetros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago foi fechado devido a alguns danos em suas instalações, e várias pontes ficaram danificadas. A luz e o serviço de telecomunicações estão cortadas na região metropolitana e em Valparaíso foram registrados danos internos em edifícios. Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instruções à população.

Em Santiago, há um forte movimento de automóveis e muitos cidadãos perambulam pelas ruas. Em alguns lugares, falta água potável. Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.

Mais forte que no Haiti
O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar. De manhã, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.

O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo que causou centenas de vítimas e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.

Com informações da Reuters, EFE e 20 minutos.es

EFE   
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