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Na Costa Rica, Zelaya se diz vítima de "sequestro brutal"

28 jun 2009
12h49
atualizado às 14h10

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou que se encontra na Costa Rica e que foi vítima de um "sequestro brutal" por parte de um "grupo de militares" de seu país.

"Estou no aeroporto de San José (...), fui vítima de um sequestro brutal por parte de algum grupo de militares do Exército", declarou Zelaya em entrevista à rede de TV multiestatal Telesur, retransmitida simultaneamente pela estatal venezuelana VTV.

"Estou aqui em San José como presidente de Honduras. Vou a Manágua (Nicarágua) como presidente de Honduras. Vou exigir os direitos do povo hondurenho (...). Meu mandato termina em 2010", ressaltou Zelaya, que disse não ter pedido asilo à Costa Rica.

O chefe de Estado pediu aos soldados de seu país "que não permitam" que este "ultraje, este monstro" se concretize em Honduras. Ao povo, disse que "proteste sem violência" e exija com " manifestações pacíficas o retorno" da legalidade e da democracia no país.

"Um Governo usurpador, que surge pela força, não pode ser aceito (...), não vai ser reconhecido por país algum", acrescentou Zelaya.

O presidente de Honduras explicou que está de "pijama e meias" no aeroporto de San José, para onde foi levado de avião por militares.

Zelaya também agradeceu a "hospitalidade" das autoridades da Costa Rica e reiterou seu apelo para que os Governos da região se pronunciem a favor da democracia e da legalidade em Honduras.

O presidente exigiu ainda que a embaixada dos Estados Unidos "esclareça que não está por trás" do golpe em Honduras.

Em seguida, declarou ter certeza que um "grupo de militares", e não todo o Exército, está envolvido no "complô" contra ele, preparado e executado por uma "elite" hondurenha "muito voraz".

"A cúpula de militar me enganou, me ultrajou", disse Zelaya.

EFE   
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