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Mineiro disputado por duas mulheres é resgatado no Chile

13 out 2010
16h34
atualizado em 14/10/2010 às 07h49
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Yonni Barrios, 50 anos, foi o 21º dos 33 mineradores soterrados desde o dia 5 de agosto a deixar a mina San José, em Copiapó (Chile). Na chegada, ele deixou animado a cápsula Fênix II e a primeira coisa que fez foi abraçar por quase dois minutos minutos sua mulher Susana Valenzuela.

Confira como é a visão dos mineiros ao serem içados

A volta de Barrios, no entanto, também era aguardada por Marta Salinas, com quem é casado há 28 anos. Valenzuela é a mulher com quem ele mantém um relacionamento há alguns meses. Salinas não foi o receber no acampamento.

O mineiro era o responsável por cuidar da saúde dos demais colegas. Ele era o encarregado de dar injeções e redigir relatórios sobre a situação dos companheiros de resgate.

Desmoronamento
Em 5 de agosto, um desmoronamento na mina San José, em Copiapó, deixou 33 trabalhadores presos em uma galeria a quase 700 m de profundidade. Após 17 dias, as equipes de resgate conseguiram contato com o grupo e descobriram que estavam todos vivos por meio de um bilhete enviado à superfície. A partir daí, começou a operação para retirá-los da mina em segurança.

A escavação do duto que alcançou os mineiros durou 33 dias. O processo terminou no sábado, quando os martelos das perfuradoras chegaram até o abrigo onde eles estavam. Concluída esta etapa, as equipes de resgate decidiram revestir o duto - ainda que parcialmente - para aumentar a segurança antes de retirá-los. Este trabalho terminou no domingo pela manhã.

Depois de muitos testes, o esforço final de resgate teve início às 23h19 de terça-feira, 12 de outubro, quando a cápsula desceu pela primeira vez ao refúgio dos mineiros carregando o socorrista Manuel González - e durou menos de 24 horas. Os trabalhos terminaram às 21h55 da quarta-feira, dia 13. A missão durou pouco menos da metade do tempo estimado pelas autoridades, que era de 48 horas.

Os trabalhadores foram içados dentro da cápsula Fênix II, que tem 53 cm de diâmetro. Durante todo o percurso de subida, eles tinham suas condições de saúde monitoradas, usaram tubos de oxigênio e se comunicaram com as equipes da superfície por meio de microfones instalados nos capacetes.

Com informações das agências
EFE   
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