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América Latina

Manifestação popular por morte de Kirchner é pequena em feriado

27 out 2010 - 13h42
(atualizado às 14h09)
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Maurício Boff
Direto de Buenos Aires

No dia em que o governo argentino pediu que a população ficasse em casa e que os negócios fechassem as portas para atender às perguntas dos agentes do chamado Censo do Bicentenário, as principais ruas da capital do país ficaram vazias após a confirmação da morte do ex-presidente Nestor Kirchner, 60 anos. O ex-mandatário sofria de complicações cardíacas e não resistiu a uma parada cardiorespiratória com morte súbita na manhã desta quarta-feira, na cidade de El Calafate, na província de Santa Cruz.

Integrantes do alto escalão do governo e o médico pessoal do ex-presidente partiram em um voo privado no final da manhã em direção a El Calafate desde o Aeroparque Jorge Newbery. A família Kirchner possui residência na cidade patagônica.

Na Casa Rosada, apenas os agentes da polícia federal organizam a disposição da Plaza de Mayo para uma provável manifestação popular. Apenas repórteres, fotógrafos e cinegrafistas estão habilitados a ficarem junto às grades que separam a praça da sede oficial da presidência. Até o final da manhã, foram tímidas as manifestações de solidariedade à morte do ex-mandatário.

Repercussão

O vice-presidente Julio Cobos, adversário político de Kirchner mesmo integrando a atual coalizão do governo, lamentou o falecimento do ex-presidente em entrevista ao canal C5N. Por telefone, disse que era "um homem de muitas convicções".

O chefe de gabinete da Argentina, Aníbal Fernández, informou nesta quarta que o corpo de Néstor Kirchner será velado no Congresso Nacional, em Buenos Aires. Rumores indicam, no entanto, que a presidente Cristina Kirchner planeja fazer uma cerimônia prévia em Rio Gallegos, cidade natal do ex-mandatário, onde ele deve ser enterrado.

Kirchner era o atual secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e deputado federal pelo Partido Justicialista. Era um provável candidato peronista às eleições prisidenciais de 2011. O ex-mandatário governou o país entre 2003 e 2007, sendo sucedido por sua mulher, a presidente Cristina de Kirchner.

Fonte: Especial para Terra
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