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Maduro diz que câncer de Chávez pode ter sido inoculado por adversários

5 mar 2013
16h40
atualizado às 16h45

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que inimigos históricos atacaram o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e afirmou que chegará o momento de nomear uma comissão científica que estabeleça que sua doença pode ter sido inoculado pelos adversários.

Em pronunciamento à nação transmitido pela televisão estatal, Maduro lembrou que o próprio Chávez tinha manifestado esta ideia. O vice-presidente afirmou que não têm "nenhuma dúvida de que os inimigos históricos" da pátria buscaram prejudicar a saúde do presidente venezuelano.

"Já temos bastantes pistas sobre este tema, mas é um tema muito sério do ponto de vista histórico, que terá que ser investigado por uma comissão especial de cientistas", acrescentou.

Chávez perguntou em dezembro de 2011 se é possível "que o câncer possa ser uma doença induzida, produzida", e pediu então aos presidentes Evo Morales, da Bolívia; Daniel Ortega, da Nicarágua; e Rafael Correa, do Equador, que se cuidassem.

No entanto, Chávez esclareceu na época que não tinha acusado "ninguém" de induzir o câncer em vários líderes da região porque isso seria "uma irresponsabilidade", depois que o governo dos Estados Unidos classificou os comentários como "horrendos".

O governante fez as insinuações após ser divulgado que a presidente argentina, Cristina Kirchner, poderia estar com câncer, doença que atacou diversos líderes da região, como Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente paraguaio, Fernando Lugo.

Maduro disse hoje que "houve casos na história, muitos casos na história" sobre este tipo de ataque, e apontou que o último foi o do antigo dirigente palestino Yasser Arafat.

Maduro denunciou ainda que foram ativados "planos" para desestabilizar o país e "tentar golpear a medula de funcionamento" da democracia venezuelana e o sistema construído nos últimos anos.

EFE   

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