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Maduro afirma que não permitirá "golpe eleitoral" e que reverterá a situação

15 dez 2015
20h35
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira que não permitirá que a oposição de seu país, que conquistou no último dia 6 de dezembro uma maioria de dois terços nas eleições legislativas e com isso o controle do parlamento, consolide um "golpe eleitoral".

"Não acreditem que isto vai ficar assim, nós vamos mudar esta situação e não vamos permitir à direita que consolide seu golpe eleitoral, não vamos permitir", disse Maduro a um grupo de funcionários governamentais que se postaram em frente ao palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, em um ato transmitido em rede obrigatória de rádio e televisão.

O presidente pediu ao grupo de trabalhadores "transformar esta crise contrarrevolucionária" - forma como chamou a derrota sofrida pelo chavismo nas legislativas -, em "uma nova situação revolucionária que abra a porta a uma nova e grande etapa de renascimento do movimento revolucionário".

Para isto Maduro esteve "trabalhando em todos os planos para um renascimento do bolivarianismo (...) para uma retificação total e profunda dos erros e assuntos pendentes da revolução".

Maduro afirmou ao grupo de trabalhadores reunidos em frente à casa de governo, liderados pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Manuel Fernández, que todos devem preparar-se para "defender a Constituição na rua com a mobilização do povo da Venezuela".

O presidente destacou que "o povo se declarou em rebelião" após a vitória da oposição, que ficou acima do governo por uma diferença de quase dois milhões de votos e mais de 50 deputados.

A vitória dos opositores agrupados na plataforma Mesa da Unidade Democrática (MUD) "é a ameaça do desmantelamento da pátria", na opinião de Maduro.

O parlamento venezuelano em fim de mandato, de maioria governista, realizou hoje sua última sessão ordinária antes que tome posse em janeiro a Assembleia Nacional composta por 112 opositores e 55 chavistas.

Em dita sessão, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, instalou um parlamento comunal nacional, que funcionará na própria sede de legislativo.

EFE   
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