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Kuczynski admite derrota em eleições presidenciais no Peru

11 abr 2011
14h42
atualizado às 14h50

O candidato presidencial peruano Pedro Pablo Kuczynski reconheceu nesta segunda-feira que é "quase evidente" que o segundo turno para escolher o próximo presidente do Peru será entre Ollanta Humala e Keiko Fujimori.

"Minha impressão é que (...) estamos nos aproximando de uma situação em que é quase evidente que o segundo turno será entre Keiko e Ollanta (Humala)", disse Kuczynski em declarações ao canal "América Televisión".

Segundo o último cálculo oficial, com 77,9% dos votos apurados, Humala alcançou 30% dos votos, enquanto Keiko obteve 23% e Kuczynski 20%.

O candidato da Aliança pela Grande Mudança acrescentou que ainda não tomou uma decisão sobre o candidato que sua legenda apoiará no segundo turno do pleito.

No entanto, a candidata à segunda Vice-Presidência pelo partido, Marisol Pérez Tello, manifestou no domingo que apoiaria Keiko Fujimori caso Kuczynski não concorresse no segundo turno.

Do partido do candidato e ex-presidente Alejandro Toledo, que reconheceu a derrota no domingo, o legislador e candidato à Vice-Presidência Carlos Bruce, declarou nesta segunda-feira que decidir entre Humala e Keiko "não é fácil".

Em sua qualidade de porta-voz do partido Peru Possível, Bruce acrescentou que têm "motivos para duvidar" se esses dois candidatos "vão respeitar o sistema democrático, os direitos humanos, a liberdade de imprensa e o crescimento econômico." Ele disse que nos próximos dias seu partido conversará com os líderes do Gana Perú (Humala) e da Força 2011 (Keiko) para ver se é possível "encontrar pontos de vista em comum" que assegurem que "estas dúvidas são infundadas".

A candidata à Vice-Presidência de Humala, Marisol Espinoza, e o congressista Daniel Abugattás, do mesmo partido, admitiram que, se Humala for eleito, gostaria de contar com a respeitada figura de Beatriz Merino como chefe de Governo, o que atenuaria a imagem radical que ainda muitos veem na proposta da legenda, segundo os analistas.

EFE   
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