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Juan Manuel Santos diz que cooperação da Colômbia com a Otan é de longa data

6 jun 2013
17h37
atualizado às 17h42

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou nesta quinta-feira em Londres que seu país coopera com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) "há muito tempo".

"Nisso fomos claros. Estamos em uma cooperação com a Otan há muito tempo e isso é o que vamos continuar", afirmou Santos em entrevista coletiva na embaixada da Colômbia em Londres ao término do primeiro dos dois dias de sua visita oficial ao Reino Unido.

O Executivo de Santos anunciou no dia 1º de junho que o Ministério da Defesa colombiano assinará um acordo com a organização internacional "para iniciar um processo de aproximação".

Em sua visita ao Reino Unido, o presidente da Colômbia se reuniu com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que qualificou de "muito construtivo e amigável".

"Ratificamos que o Reino Unido e Colômbia têm talvez as melhores relações de sua história neste momento. Agradeci seu apoio em muitas frentes, como a entrada na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE)", assinalou Santos, que também ressaltou a cooperação com o Reino Unido "em matéria de inteligência e segurança".

Santos se reuniu durante a tarde com o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, com quem repassou os "muitos temas nos quais o Reino Unido e Colômbia estão trabalhando juntos", entre eles a situação em Israel e as tensões no Oriente Médio.

O presidente do Comitê de Assuntos Internos do Parlamento britânico, Keith Vaz, entregou a Santos um relatório elaborado por Westminster sobre a luta contra o narcotráfico, enquanto o líder colombiano entregou o último relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a questão.

Santos quer que o documento "sirva de base para a análise que estão fazendo aqui na Inglaterra e no resto da Europa, para que seja um elemento de discussão neste tema tão importante como é buscar formas para melhorar a efetividade da luta contra as drogas", apontou.

Vaz, por sua vez, louvou o trabalho que de Santos na luta contra as drogas na Colômbia e sugeriu que o Parlamento britânico poderia propor seu nome para o Prêmio Nobel da Paz.

"É um pacificador e apreciamos que visite nosso país", afirmou o presidente da Comissão de Assuntos Internos.

"Não quero nenhum prêmio, quero a paz. Esse é meu objetivo, não um prêmio. (Vaz) Disse que os parlamentares britânicos têm esse poder e respondi que o agradecia muito, mas que o que me interessa é a paz do meu país. Precisamos de apoios, não de prêmios", comentou Santos.

Antes, o presidente tinha assistido em Oxford ao lançamento da Rede de Medição Multidimensional da pobreza, um programa destinado a facilitar a colaboração entre os países emergentes para solver as desigualdades.

"Adotamos um sistema para combater a pobreza e a desigualdade que as mede de uma forma muito mais estrita da tradicional. Esse sistema foi desenvolvido em Oxford, em seu instituto de Desenvolvimento Humano e Pobreza, e queriam que compartilhássemos nossa experiência, segundo sua opinião bem-sucedida, com outros países", apontou Santos.

EFE   

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