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Honduras alerta moradores do Pacífico sobre risco de tsunami

27 fev 2010
11h57
atualizado às 12h23

As autoridades de proteção civil de Honduras advertiram neste sábado os habitantes do litoral do Pacífico sobre o perigo de tsunami, após o terremoto de 8,8 graus Richter que sacudiu o Chile.

O chefe de Operações da Comissão Permanente de Contingências (Copeco), Randolfo Fúnez, indicou à imprensa local que a advertência abrange os povoados litorâneos e ilhas do golfo de Fonseca, que Honduras compartilha com a Nicarágua e El Salvador no oceano Pacífico.

Fúnez explicou que, embora não exista nenhuma ordem de evacuação, pediu à população para deixar às margens do mar e ordenou aos pescadores que saiam para trabalhar.

O Corpo de Bombeiros, a Força Naval e outros organismos de socorro foram alertados para que estejam prontos se o tsunami afetar o litoral de Honduras.

O Centro de Avisos do Pacífico dos Estados Unidos ampliou hoje o alerta de tsunami em grau de vigilância para a Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala, as ilhas Pitcairn e a Polinésia Francesa após o sismo de 8,8 graus na escala aberta de Richter registrado no Chile.

Nessa mesma categoria permanecem Colômbia, Panamá, Costa Rica e a Antártida, enquanto Equador, incluído inicialmente, passou a fazer parte dos países em alerta de tsunami, junto com Chile e Peru, segundo o último boletim do Centro de Advertência de Tsunami para o Pacífico, da Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos (NOAA, na sigla em inglês).

O terremoto ocorreu às 3h36min da madrugada e o epicentro foi a 63 quilômetros ao sudoeste da cidade de Cauquenes, a 50 quilômetros de profundidade, o que é considerado superficial, portanto de maior intensidade.

O Governo chileno confirma até agora 78 mortes. O tremor também foi sentido na Argentina e na cidade de São Paulo.

A presidente Michelle Bachelet decretou estado de catástrofe nas regiões de Maule, Bio-Bio e Araucania.

EFE   

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