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Hillary pede que Equador restabeleça a ordem de forma pacífica

30 set 2010
19h29
atualizado às 20h10

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, pediu ao Equador que trabalhe pelo restabelecimento "rápido e pacífico" da ordem, perante os distúrbios gerados pelos protestos de policiais em rejeição à eliminação de alguns incentivos profissionais.

Veja momento em que presidente do Equador é atacado

"Pedimos a todos os equatorianos que se unam e trabalhem no marco das instituições democráticas para alcançar um restabelecimento rápido e pacífico da ordem", disse Hillary em comunicado emitido pelo Departamento de Estado.

A Secretária assegurou que os EUA seguem de perto os eventos no Equador e condenam a violência e o caos: expressamos nosso total apoio ao presidente Rafael Correa e às instituições de Governo do país.

O Departamento de Estado havia se pronunciado pouco tempo antes, incentivando o diálogo para resolver a crise atual. A Casa Branca expressou total apoio dos Estados Unidos ao presidente do Equador, Rafael Correa, e exigiu um fim pacífico para a crise no país sul-americano.

Os protestos de policiais por uma redução de seus benefícios salariais puseram em xeque o Governo de Quito, que decretou estado de exceção e denunciou uma tentativa de golpe de Estado.

Protestos
Os distúrbios registrados no Equador têm origem na recusa dos militares em aceitar uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para reduzir os custos do Estado. As medidas preveem a eliminação de benefícios econômicos das tropas. Além disso, o presidente também considera a dissolução do Congresso, o que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições, depois que membros do próprio partido de Correa, de esquerda, bloquearam no legislativo projetos do governante.

Isso fez com que centenas de agentes das forças de segurança do país saíssem às ruas da capital Quito para protestar. O aeroporto internacional chegou a ser fechado. No principal regimento da cidade, Correa tentou abafar o levante. Houve confusão, e o presidente foi agredido e atingido com bombas de gás. Correa precisou ser levado a um hospital para ser atendido. De lá, disse que há uma tentativa de golpe de Estado. Foi declarado estado de exceção no Equador - com militares convocados para garantir a segurança nas ruas. Mesmo assim, milhares de pessoas saíram às ruas da cidade para apoiar o presidente equatoriano.

EFE   
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