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Grupos protestam em embaixadas de La Paz contra retenção de Evo Morales

3 jul 2013
11h28

Grupos de manifestantes se concentram desde a noite dessa terça-feira diante das sedes em La Paz de várias embaixadas, entre elas a americana e a espanhola, em protesto contra a recusa de França, Itália e Portugal de que o avião do presidente boliviano, Evo Morales, sobrevoasse ou aterrissasse ontem em seu território.

Os protestos começaram ontem à noite quando foi divulgado que o avião de Morales precisou aterrissar com emergência em Viena, depois de ser desviado de sua rota por suspeitas sobre a presença a bordo do ex-analista de inteligência da CIA Edward Snowden, e continuam nesta quarta-feira perante as representações diplomáticas da França, dos Estados Unidos e da Espanha.

Fontes diplomáticas informaram à Agência Efe que foi decidido por precaução o fechamento hoje do Centro Cultural da Espanha em La Paz e dos escritórios da Agência Espanhola de Cooperação Internacional (Aecid), enquanto a Embaixada permanecerá com o pessoal mínimo.

Veículos de imprensa bolivianos incluem a Espanha entre os países europeus que negaram a aterrissagem e o sobrevoo do avião presidencial, apesar de o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, dizer hoje que não houve "nenhuma proibição" nesse sentido.

García-Margallo afirmou que a Espanha tentou "abrir o caminho" para que a aeronave de Morales pudesse fazer uma escala em Las Palmas (Ilhas Canárias).

Segundo canais de TV locais, pessoas de todo o país estão chegando à capital política para receber Morales, cuja chegada é esperada nesta quarta-feira, embora o governo não tenha definido a hora exata.

Em entrevista à rádio estatal "Pátria Nova", um membro da comitiva que viaja com Morales disse que o avião, que partiu de Viena após permanecer 13 horas no aeroporto, faria escalas técnicas nas Ilhas Canárias (Espanha) e em Fortaleza (CE).

O governo da Bolívia classificou como "sequestro" o ocorrido e anunciou que recorrerá às mais altas instâncias para denunciar a violação de tratados internacionais, por se tratar de um avião presidencial e de um chefe de Estado em viagem oficial.

EFE   
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