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Grupo de resgate dos bombeiros do Rio embarca para o Haiti

14 jan 2010
12h54
atualizado às 13h30
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Cerca de 30 bombeiros do Rio de Janeiro embarcaram nesta quinta-feira para o Haiti, para ajudar no resgate das vítimas do terremoto da última terça-feira. O avião, um Boeing KC-137, da Força Aérea Brasileira, partiuda Base Aérea do Galeão e fará escala em Brasília para levar mais25 bombeiros do Distrito Federal.

haiti_drama_foto5_ap (619 e capas)
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Foto: AP

A última escala será em Boa Vista (RR) para reabastecer a aeronave. Sem contar o tempo parado em solo, a viagem até o país caribenho deverá durar mais de sete horas. O comandante do avião, tenente-coronel José Marcelo,explica que o pouso será no Aeroporto de Porto Príncipe, capital doHaiti.

Os bombeiros levam quatro cães farejadores e inúmeros equipamentos para ajudar na busca por sobreviventes.

O secretário estadual de Saúde e Defesa Civil do Rio, Sérgio Cortes, acompanhou o embarque dos bombeiros na Base do Galeão.Segundo ele, todos os homens que estão indo para o Haiti têm largaexperiência no resgate de vítimas de desmoronamento.

"O que é importante pensar éque essa missão no exterior precisa ser feita com toda a segurança.Estamos indo para um país assolado pela miséria e agora acontece essedesastre natural, que destruiu grande parte da capital. Então, eles têmque trabalhar com toda a segurança para que possam socorrer vítimas que,porventura, ainda estejam com vida", disse Cortes.

Segundo o secretário, uma equipe médica e um hospital de campanha dos bombeiros estão preparados para serem levados para o Haiti a qualquer momento. "Assim que for necessário, poderemos disponibilizar o hospital", disse Cortes.

Terremoto
Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.

Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. No entanto, devido à precariedade dos serviços básicos do país, ainda não há estimativas sobre o número de vítimas fatais nem de feridos. O Haiti é o país mais pobre do continente americano.

Morte de brasileiros
A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Zilda Arns, e militares brasileiros da missão de paz da ONU morreram durante o terremoto no Haiti.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comandantes do Exército chegaram na noite de quarta-feira à base brasileira no país para liderar os trabalhos do contingente militar brasileiro no Haiti. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou que o país enviará até US$ 15 milhões para ajudar a reconstruir o país. Além dos recursos financeiros, o Brasil doará 28 t de alimentos e água para a população do país. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou oito aeronaves de transporte para ajudar as vítimas.

O Brasil no Haiti
O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.

A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.

Agência Brasil Agência Brasil

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