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Governo cubano liberta americano Alan Gross, preso há 5 anos

Medida representa "um primeiro passo" para normalizar as relações políticas e econômicas entre Cuba e Estados Unidos

17 dez 2014
12h39
atualizado às 16h34
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Alan Gross (ao centro), chega de Cuba, em 17 de dezembro, na base aérea de Andrews, em Maryland, EUA. Cuba libertou o americano após cinco anos de detenção, além de libertar 53 presos políticos
Alan Gross (ao centro), chega de Cuba, em 17 de dezembro, na base aérea de Andrews, em Maryland, EUA. Cuba libertou o americano após cinco anos de detenção, além de libertar 53 presos políticos
Foto: Twitter do senador norte-americano Jeff Flake / AFP

Cuba libertou o norte-americano Alan Gross após cinco anos de prisão, em uma reportada troca de prisioneiros com Havana que os Estados Unidos disseram nesta quarta-feira ser um prenúncio de uma revisão da política dos EUA em relação à Cuba.

Gross, um funcionário da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês) agora com 65 anos, foi preso em Cuba em 3 de dezembro de 2009, e depois condenado a 15 anos de prisão por importar tecnologia proibida e tentar estabelecer um serviço clandestino de Internet para judeus cubanos.

Os EUA e Cuba mantêm relações hostis há mais de meio século, e Obama deverá enfrentar protestos em Washington e na comunidade de exilados cubanos em Miami por libertar agentes de inteligência cubanos depois de 16 anos de prisão. A recompensa para Obama foi a libertação de Gross, cujo advogado e familiares descreveram-no como derrotado mentalmente, magro, mancando e sem cinco dentes.

Cuba considera a Usaid outro instrumento do contínuo assédio dos EUA contra a revolução de 1959 que levou Fidel Castro ao poder em Cuba. Fidel se aposentou em 2008, entregando o poder a seu irmão Raúl.

Os três agentes de inteligência cubanos, presos desde 1998, são Gerardo Hernandez, de 49 anos, Antonio Guerrero, 56, e Ramon Labañino, 51. Dois outros foram libertados antes de cumprirem a sentença toda: Rene Gonzalez, 58, e Fernando Gonzalez, 51. O chamado grupo dos Cinco Cubanos foi condenado por espionar grupos anticastristas exilados na Flórida e pelo monitoramento de instalações militares dos EUA.

"Como prometeu Fidel (Castro) em julho de 2001 quando disse que voltariam, chegaram hoje à nossa pátria Gerardo (Hernández), Ramón (Labañino) e Antonio (Guerrero)", disse Castro em um pronunciamento televisionado em rede nacional em Havana.

Prisioneiros americano e cubanos que foram "trocados" entre os dois países
Prisioneiros americano e cubanos que foram "trocados" entre os dois países
Foto: Twitter

Foto: Twitter

Libertação de presos políticos
Cuba concordou em libertar 53 presos políticos, informou um funcionário americano nesta quarta-feira, em meio ao anúncio de uma histórica aproximação entre os dois países. "Um certo número desses indivíduos já foi libertado e esperamos continuar a ver as libertações prosseguirem", acrescentou a fonte.

Com informaçãoes da AFP, Reuters e EFE.

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Fonte: Terra
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