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Governo colombiano e Farc iniciam acordos sobre participação política

10 ago 2013
15h37
atualizado às 16h24
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As delegações de paz do governo da Colômbia e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram neste sábado em Havana que já iniciaram a "construção de acordos" sobre a participação política da guerrilha quando alcançarem a paz, tema que constitui o segundo ponto da agenda geral das negociações.

"Nunca se tinha chegado tão longe", declarou hoje à imprensa na capital cubana o chefe da equipe negociadora do governo colombiano, o ex-vice-presidente Humberto de la Calle, durante o fechamento do duodécimo ciclo das conversas.

As duas partes emitiram neste sábado um comunicado conjunto no qual afirmam ter iniciado a "construção de acordos sobre 'direitos e garantias para o exercício da oposição política em geral, e em particular para os novos movimentos que surjam depois da assinatura do Acordo Final".

De la Calle lembrou que todos esses temas têm "direta relação com o fim do conflito", mas advertiu que não se trata só de dar "garantias" à guerrilha.

"Discutimos a participação política porque esperamos que, a partir da assinatura do acordo deixem suas armas e se incorporem à democracia", declarou.

O ex-vice-presidente colombiano ressaltou que as delegações já alcançaram um acordo sobre desenvolvimento rural integral, primeiro ponto da agenda do diálogo iniciado em novembro do ano passado, e disse que esse e as conquistas sobre participação política devem "revigorar" a democracia da Colômbia no contexto regional.

"Passo a passo esperamos conseguir este acordo para o fim do conflito. passo a passo estamos dando uma oportunidade à paz", sustentou De la Calle.

Por sua parte, a guerrilha considerou hoje que existem "avanços significativos" para um acordo sobre participação política, ponto no qual apresentaram ao governo dez propostas mínimas.

O guerrilheiro Rodrigo Granda, membro da delegação de paz, afirmou neste sábado que entre as garantias que as Farc exigem para incorporar-se à vida política em primeiro lugar está "que não matem as pessoas" porque "na Colômbia não se pode fazer oposição política aberta".

Granda, considerado o "chanceler" dessa guerrilha, respondeu a jornalistas que também pediram "questões que permitam" uma reforma política e eleitoral, durante uma entrevista coletiva das Farc organizada hoje a propósito do fim do ciclo de negociações.

As duas partes informaram que esperam continuar construindo acordos sobre estes temas na próxima rodada de conversas, que deve começar em Havana no dia 19 de agosto.

EFE   
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