
O chanceler francês, Alain Juppé, reiterou nesta quinta-feira a "forte mobilização da França para obter a libertação do jornalista" francês Romeo Langlois, do canal de notícias France 24, "retido na Colômbia desde sábado" pelas Farc.
Em um comunicado publicado em ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, no qual prestou homenagem a três jornalistas franceses mortos na Tunísia e na Síria desde o ano passado (Lucas Deloga, Gilles Jacquier e Rémi Ochlik), Juppé lembrou "a forte mobilização da França, em Paris e em Bogotá, para obter a libertação de Romeo Langlois, da France 24".
O Exército colombiano confirmou na quarta-feira que o jornalista francês foi capturado pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e decidiu suspender as operações militares na zona de Caquetá (sul) para facilitar sua entrega.
As Farc "mandaram para emissoras locais uma mensagem que teve a sua autenticidade confirmada. Nessa mensagem, admitem que têm Romeo" Langlois, havia dito à AFP o general Javier Rey, comandante da Força Aérea colombiana.
Perguntado em uma entrevista coletiva à imprensa sobre a mensagem, um porta-voz do Ministério francês das Relações Exteriores, Vincent Floreani, se limitou a lembrar a política de "grande discrição" do ministério a respeito deste assunto. "Fomos informados sobre as declarações feitas à imprensa pelo general Javier Rey", mas "não queremos fazer comentários nesta fase", disse o porta-voz.
"Como já indicamos, nossa embaixada na Colômbia está plenamente mobilizada. Mantém contatos permanentes com as autoridades colombianas para obter a libertação de nosso compatriota", acrescentou, indicando que, "como convém neste tipo de situação, manteremos grande discrição".
Hollande promete empenho
Apesar de ainda ser candidato à presidência, o socialista François Hollande prometeu se comprometer com a libertação do jornalista se eleito. "Quero dizer, em relação a Romeo Langlois, que, se for eleito para dirigir o país, faremos tudo para que ele possa ser libertado o mais rapidamente possível", declarou Hollande em uma entrevista divulgada pelo canal France 24, onde o jornalista sequestrado trabalha.
Hollande também recordou que nove reféns franceses ainda estão sequestrados no mundo, assegurou que, em caso de vitória, seu objetivo é obter a libertação de todos.
Região mais conflituosa da Colômbia
O jornalista foi sequestrado em uma região localizada entre a cordilheira oriental dos Andes e a selva amazônica, neste local que chamam de "zona vermelha", considerado uma fortaleza da guerrilha no sul da Colômbia.
"Aqui as aparências enganam. Parece um paraíso e, de repente, se torna um inferno. A guerrilha não deixa de ameaçar. Lamentavelmente, este jornalista comprovou isso", comenta à AFP Roosbelt Figueroa, um agricultor de 39 anos.

