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Farc negam estar 'desmoralizadas' ao desmentir general

10 ago 2013
11h58
atualizado às 13h21
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A guerrilha comunista das Farc negou neste sábado que vá perder a guerra interna na Colômbia e que suas forças estejam "desmoralizadas", ao desmentir declarações feitas esta semana pelo comandante do exército colombiano, general Sergio Mantilla.

"Desmoralizadas podem estar as tropas do general Mantilla, pois muitos de seus oficiais experientes em guerrilhas estão indo para os Emirados Árabes para se vender como mercenários", disse o número dois da guerrilha, Iván Márquez, nas conversas de paz com o governo colombiano em Havana.

"É pouco racional afirmar, como faz o general Mantilla, que a guerra vai acabar por bem ou por mal. Essa afirmação emocional carece de fundamento", acrescentou Márquez, que lidera a delegação de paz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

No dia 7 de agosto, aniversário de fundação das Forças Militares da Colômbia, Mantilla disse que as Farc estavam "desmoralizadas pela desigualdade" que existiria dentro de suas fileiras e que iam "perder a guerra" interna, de quase meio século.

Márquez afirmou que "as previsões do adivinho se parecem com as de meio século atrás, quando (...) calcularam que, em três semanas acabariam com as guerrilhas de Manuel Marulanda Vélez (que fundou as Farc em 1964 e morreu por causas naturais em 2008); mas as dezenas de generais que o enfrentaram durante 44 anos nunca puderam derrotá-lo".

O governo da Colômbia e as Farc - a guerrilha mais antiga da América Latina com cerca de 8 mil combatentes - começaram em novembro de 2012, em Havana, um processo de paz com uma agenda de cinco pontos: desenvolvimento rural (já com acordo), participação política, drogas ilícitas, abandono das armas e indenização às vítimas.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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