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Morales pensa em retirar Bolívia da comissão de Direitos Humanos

18 mar 2013 14h34
| atualizado às 14h48
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O presidente da Bolívia, Evo Morales, pleneja retirar seu país da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pois segundo sua opinião o organismo é dependente dos Estados Unidos, é manipulado pela direita e tem como objetivo julgar outras nações.

"Estou pensando seriamente em nos retirar da CIDH, que tem sede nos Estados Unidos e os Estados Unidos não ratificaram nenhum acordo de defesa dos direitos humanos", disse o líder boliviano em entrevista coletiva.

"Eu considero a CIDH como outra base militar", disse Morales, para quem o organismo é financiado pelos Estados Unidos para "tentar julgar os países".

A sede da CIDH, um órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), fica em Washington, mas os Estados Unidos não ratificaram a Convenção Americana de Direitos Humanos, o principal instrumento sobre o tema no continente.

Morales acrescentou que "a direita pró-capitalista e pró-imperialista usa a CIDH" e que a OEA enviava missões à Bolívia para defender e não condenar presidentes e governos "que estavam massacrando o povo boliviano".

"Após conhecer e seguir conhecendo estas instituições, pessoalmente estou fazendo uma profunda avaliação, que é melhor renunciar, nos retirar, não levar em conta", argumentou Morales.

"Isso não significa violar os direitos humanos, mas também queremos dignidade e soberania e colocar esta classe de instituições em seu lugar", acrescentou o líder.

Morales falou do tema ao se referir ao processo que um grupo de indígenas abriu na CIDH contra o presidente por ser oporem a intenção do governo de construir uma estrada na reserva ecológica Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS).

EFE   
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