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Equador: vice diz que Correa é alvo de tentativa de sequestro

30 set 2010
17h55
atualizado às 18h54

O vice-presidente do Equador, Lenín Moreno, afirmou nesta quinta-feira que o presidente Rafael Correa, refugiado em um hospital de Quito custodiado por militares rebeldes, é vítima de uma tentativa de sequestro. "Um grupo de delinquentes tenta sequestrar o presidente da República", afirmou Lenín Moreno à TV equatoriana em Guayaquil.

Já o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou em Caracas que Correa é refém dos policiais. Chávez destacou que tentou falar com Correa em quatro ocasiões e foi informado por ele que estava "sequestrado" em um hospital da polícia, acompanhado por um reduzido grupo de colaboradores, e que temia por sua vida.

Segundo a agência oficial de notícias Andes, Correa está reunido com representantes dos policiais rebelados para discutir a lei que reduz seus salários. Os policiais, acompanhados de um advogado, realizam a reunião no quarto do hospital da Polícia de Quito onde Correa foi atendido após ser agredido por manifestantes quando estava em um quartel para tratar de sufocar a rebelião.

Protestos
Os distúrbios registrados no Equador têm origem na recusa dos militares em aceitar uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para reduzir os custos do Estado. As medidas preveem a eliminação de benefícios econômicos das tropas. Além disso, o presidente também considera a dissolução do Congresso, o que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições, depois que membros do próprio partido de Correa, de esquerda, bloquearam no legislativo projetos do governante.

Isso fez com que centenas de agentes das forças de segurança do país saíssem às ruas da capital Quito para protestar. O aeroporto internacional chegou a ser fechado. No principal regimento da cidade, Correa tentou abafar o levante. Houve confusão, e o presidente foi agredido e atingido com bombas de gás. Correa precisou ser levado a um hospital para ser atendido. De lá, disse que há uma tentativa de golpe de Estado. Foi declarado estado de exceção no Equador - com militares convocados para garantir a segurança nas ruas. Mesmo assim, milhares de pessoas saíram às ruas da cidade para apoiar o presidente equatoriano.

Com informações de agências internacionais

Fonte: Redação Terra
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