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Equador: apoio a Correa sobe para 75% após rebelião

5 out 2010
15h46
atualizado às 15h54

O apoio à gestão do presidente do Equador, Rafael Correa, disparou a 75% depois da rebelião policial da última quinta-feira, de acordo com uma pesquisa divulgada na última segunda-feira pela empresa Santiago Pérez (SP), ligada ao governo.

Há um mês, o presidente tinha um apoio de 65%, de acordo com a empresa. Na medição mais recente, realizada no último sábado, 25% dos entrevistados classificaram o trabalho do presidente como muito bom e 50% como bom, enquanto 19% consideraram ruim, de acordo com a sondagem realizada com 1.790 pessoas (com mais de 16 anos) que tem uma confiabilidade de 95%. O percentual de apoio é a maior desde o final de 2008, segundo a pesquisa.

Na última quinta-feira centenas de policiais rejeitaram uma lei que eliminou bônus para a força pública e tomaram o principal regimento de Quito, de onde Correa passou a aplacar a rebelião, que deixou 10 mortos e 274 feridos.

Lá, o presidente foi atacado e se refugiou em um hospital próximo, onde foi mantido preso por 12 horas, sendo resgatado em uma operação militar. O presidente disse ter sido vítima de uma tentativa de golpe e de assassinato.

A pesquisa mostrou que 74% dos entrevistados rejeitaram "os policiais que tomaram o regimento", enquanto 19% os apoiaram.

A pesquisa também indicou que 68% acreditam que os militares "tiveram um bom desempenho" quando entraram no hospital para resgatar o presidente, contra 20% que julgaram mal esta ação.

Entenda a crise
Os distúrbios registrados no Equador têm origem na recusa dos militares em aceitar uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para reduzir os custos do Estado. As medidas preveem a eliminação de benefícios econômicos das tropas. Além disso, o presidente também considera a dissolução do Congresso, o que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições, depois que membros do próprio partido de Correa, de esquerda, bloquearam no legislativo projetos do governante.

Isso fez com que centenas de agentes das forças de segurança do país saíssem às ruas da capital Quito para protestar. O aeroporto internacional chegou a ser fechado. No principal regimento da cidade, Correa tentou abafar o levante. Houve confusão, e o presidente foi agredido e atingido com bombas de gás. Correa precisou ser levado a um hospital para ser atendido. De lá, disse que havia uma tentativa de golpe de Estado. Foi declarado estado de exceção no Equador - com militares convocados para garantir a segurança nas ruas. Mesmo assim, milhares de pessoas saíram às ruas da cidade para apoiar o presidente equatoriano.

Após passar mais de 10 horas no hospital, Correa foi resgatado do prédio cercado por rebeldes. Na operação, houve troca de tiros entre militares e policiais. Correa foi levado para o Palácio Presidencial, de onde discursou para milhares de simpatizantes. Segundo a Cruz Vermelha do Equador, duas pessoas morreram e mais de 70 ficaram feridas nos distúrbios.

Com informações do Terra Chile.

Fonte: Redação Terra

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