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Enrique Peña Nieto vence eleições presidenciais no México

2 jul 2012
01h38
atualizado às 11h42
Elisa Martins
Direto da Cidade do México

Uma contagem preliminar divulgada nesta madrugada pelo Instituto Federal Eleitoral (IFE) do México dá a vitória nas eleições presidenciais a Enrique Peña Nieto, candidato do Partido Revolucionário Institucional. O anúncio foi feito pelo presidente do IFE, Leonardo Valdés, com base em uma apuração rápida em 7.500 seções eleitorais espalhadas pelo país.

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O ex-governador do Estado do México obteve entre 37,93% e 38,55% dos votos mexicanos. De acordo com esses dados, o candidato da esquerda mexicana, Andrés Manuel López Obrador, obteve entre 30,9% e 31,86% dos votos. Em terceiro lugar ficou a candidata do governante Partido Ação Nacional (PAN), Josefina Vázquez Mota, que conseguiu entre 25,10% e 26,03%. Em último lugar figura o concorrente do Partido Nova Aliança (Panal), Gabriel Quadri, com entre 2,27% e 2,57% dos votos.

Estes dados foram tirados das atas de 7.597 mesas eleitorais das cerca de 143 mil que foram instaladas em todo o país. A chamada "contagem rápida" divulgada pelo IFE "é um excelente instrumento" para conhecer qual será o resultado final da eleição, segundo Valdés, que disse que só busca "informar os cidadãos e dar certeza à eleição". O procedimento tem uma margem de erro de 0,5%, informou o presidente do IFE.

Valdés também assinalou que a participação no pleito foi superior a 62% e disse que mais de 49 milhões de pessoas votaram. "A eleição de hoje é a que mais votos recebeu na história do México", acrescentou.

Apesar de este ainda não ser o resultado final, com todas as urnas apuradas, Peña Nieto já discursou na sede do PRI na Cidade do México como se fosse presidente. Repetiu várias vezes que "México venceu" e garantiu compromisso diante de um auditório lotado de simpatizantes e jornalistas. Ele desmentiu as acusações de que a volta do partido ao poder seria um regresso ao passado.

"Vamos olhar para o futuro", afirmou, em resposta às críticas dos adversários de que a legenda que governou o paìs durante 71 anos seguidos antes do triunfo fo PAN em 2000 mergulharia o país em um retrocesso.

O PRI governou o México sob acusações de corrupção e autoritarismo, mas acabou favorecido pela decepção dos mexicanos com o governo de Calderón e encontrou aí a chance de voltar ao poder.

O candidato esquerdista Andrés Manuel López Obrador ainda não reconheceu a derrota. Em uma coletiva logo após o anùncio do Instituto Federal eleitoral, afirmou que "a última palavra ainda não foi dita", e que só emitirá uma declaração oficial após a contagem final.

Josefina Vázquez Mota já havia reconhecido, no início da noite, que as tendências não a favoreciam. Em um discurso também nesta madrugada, o presidente Felipe Calderón agradeceu pelo trabalho da candidata do mesmo partido, em uma demonstração de apoio que não deu durante a campanha, e que pareceu já tardia.

A contagem dos votos no México seguirá madrugada adentro, mas não se esperam alterações significativas na posição dos candidatos, já que a apuração rápida costuma refletir o resultado final. Nos bastidores, o que se discute é que Peña poderia não conseguir uma vitória esmagadora como previam as pesquisas de opinião de voto, mas uma reviravolta nas urnas já foi praticamente descartada, para tristeza dos eleitores que esperavam ver um triunfo inédito da esquerda mexicana no posto político mais alto do país.

Com informações da agência EFE

Fonte: Especial para Terra

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