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Em reunião de partido, Maduro promete radicalizar revolução

Venezuelano Nicolás Maduro quer acelerar a chamada "revolução bolivariana" para não decair diante das "ameaças" do "império americano"

1 ago 2014 - 00h38
(atualizado às 00h42)
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"Não podemos aceitar ameaças nem sanções do império americano, vamos acelerar e a radicalizar a revolução, é preciso recarregar as baterias, não estamos brincando", disse Maduro
"Não podemos aceitar ameaças nem sanções do império americano, vamos acelerar e a radicalizar a revolução, é preciso recarregar as baterias, não estamos brincando", disse Maduro
Foto: Miguel Gutiérrez / EFE

O chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro, encerrou nesta quinta-feira o 3º Congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) com a promessa de radicalizar e acelerar a chamada "revolução bolivariana" para não decair diante das "ameaças" do "império americano".

Maduro, que durante o congresso também foi nomeado presidente do PSUV em sucessão ao falecido governante Hugo Chávez (1999-2013), antecipou que convocará uma conferência especial para iniciar um debate e fazer definições sobre um plano econômico de transição rumo ao "socialismo produtivo".

Também declarou "aberto" o debate na Venezuela sobre o novo sistema de "preço justo" dos combustíveis no mercado interno, incluindo a gasolina. Atualmente, se gasta cerca de US$ 0,50 no país para encher um tanque de 50 litros de um carro comum.

"Neste congresso temos que recarregar nossas pilhas porque é preciso acelerar a revolução frente às ameaças imperiais, não podemos aceitar ameaças nem sanções do império americano, vamos acelerar e a radicalizar a revolução, é preciso recarregar as baterias, não estamos brincando", disse.

O evento ocorreu no Quartel da Montanha, no oeste da capital Caracas, onde jaz o corpo de Hugo Chávez, e contou com a presença de centenas de militantes do PSUV.

No ato foram lidas as mais de 30 propostas recolhidas na declaração final do congresso, um documento chamado "Compromisso do Quartel da Montanha", entre as quais foi incluída uma feita por Maduro, de declarar que esta é a "primeira revolução em espírito, a revolução do amor".

Também foi proposto o reconhecimento a Chávez, fundador do PSUV, "como único líder" da revolução bolivariana. O evento esteve repleto de homenagens ao falecido presidente e muito artigos com a imagem do ex-governante foram comercializados, como camisas, bonés e chaveiros.

Além disso, foi "reforçada" a vocação anti-imperialista do partido, sua "essência chavista" e anticapitalista, e seu compromisso de continuar promovendo a integração regional, através da Aliança Bolivariana (Alba), da Petrocaribe, da União das Nações Sul-americanas (Unasul) e da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC).

Entre as novas tarefas que foram colocadas ao PSUV após o congresso está a ativação de diferentes comissões que se encarregarão de supervisionar os "preços justos" dos produtos para fazer frente à especulação, de organizar os movimentos sociais e de coordenar a "propaganda, as comunicações e as mobilizações".

Durante os seis dias do 3º Congresso do PSUV, o primeiro sem a presença de Chávez, as bases do partido entregaram mais de 25 mil propostas para serem discutidas e decidir a direção que o partido deverá seguir nos próximos anos.

EFE   
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