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Em debate, candidatos defendem México líder na América Latina

11 jun 2012
10h26
atualizado às 10h56

Os dois principais aspirantes à presidência do México defenderam uma mudança de rumo no país para superar a pobreza, potencializar a economia e recuperar a liderança na América Latina, em um debate realizado no domingo e precedido por protestos contra o favorito nas pesquisas.

López Obrador, Gabriel Quadri, Peña Nieto e Josefina Vázquez Mota participaram do debate na noite de domingo
López Obrador, Gabriel Quadri, Peña Nieto e Josefina Vázquez Mota participaram do debate na noite de domingo
Foto: EFE

O candidato que lidera as pesquisas, Enrique Peña Nieto, do opositor Partido Revolucionário Institucional (PRI), assinalou que o México precisa tomar um novo rumo para conseguir a consolidação da democracia, "que não se traduziu em condições de maior bem-estar para os cidadãos".

Por sua parte, o candidato da esquerda, Andrés Manuel López Obrador, segundo nas pesquisas, pediu a seus compatriotas que votem sem medo da mudança e prometeu reformar um "regime que já apodreceu, que é caduco e que precisa de uma renovação".

O debate foi realizado em Guadalajara (oeste), a segunda cidade do país.

Mais de 90 mil pessoas que apóiam o movimento estudantil #Yosoy132 protestaram no contra Peña Nieto. Jovens de várias universidades do país, públicas e privadas, assim como organizações da sociedade civil, tomaram a avenida Reforma, a principal da Cidade do México, vindos do Zócalo - coração da capital - apenas horas antes de iniciado o debate dos quatro candidatos presidenciais.

Segundo cifras da secretaria de Segurança Pública da capital, a marcha transcorreu de forma pacífica e concentrou 90.000 manifestantes.

O movimento #Yosoy132 surgiu em 11 de maio, na Universidade Ibero-americana (privada), uma das mais exclusivas do México, onde Peña Nieto foi vaiado pelos estudantes e teve que sair em meio a gritos.

Peña Nieto tem uma preferência de voto de 43,6%, segundo a última pesquisa da empresa Mitofsky. É seguido por Andrés Manuel López Obrador, que reúne os partidos de esquerda no Movimento Progressista, com 29,2%; Josefina Vázquez Mota, do oficial Partido Ação Nacional (PAN), com 25,3%; e Gabriel Quadri, da Nova Aliança, com 1,9%.

O protesto, que faz parte de uma crescente onda de descontentamento social no país frente às eleições presidenciais de 1º de julho, mostrou sua clara desaprovação ao PRI, que governou por 71 anos.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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