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22 de janeiro de 2013 • 21h21 • atualizado às 21h25

Deputados bolivianos acusados de estuprar servidora são presos

As imagens foram exibidas por emissoras de televisão da Bolívia
Foto: AFP
 

Foram presos os dois deputados estaduais da Bolívia acusados pela violação sexual de uma funcionária da Assembleia do departamento de Chuquisaca. Eles foram localizados pela polícia nas proximidades da capital do Estado, Sucre. Ambos não resistiram à prisão. O caso repercutiu mundialmente há uma semana, quando imagens da câmera de segurança do plenário da casa legislativa que mostram o suposto estupro foram divulgadas por emissoras de televisão. As informações são do jornal La Razón e da agência EFE.

Os parlamentares foram acusados por crimes de uso indevido de bens do Estado e de influências, já que o Ministério Público só pode apresentar a denúncia por agressão sexual se a vítima registrar queixa, o que não aconteceu. Segundo o jornal La Razón, os deputados Javier Humana e Domingo Alcibia foram detidos e prestaram depoimento na manhã desta terça-feira.

O suposto abuso teria ocorrido no dia 20 de dezembro do ano passado, quando os funcionários da Assembleia Legislativa de Chuquisaca participavam de uma festa de final de ano. Segundo a imprensa local, os dois parlamentares se aproveitaram do estado de embriaguez da servidora para praticar o ato sexual.

Inicialmente, apenas o deputado Domingo Alcibia aparecia nas imagens divulgadas pelas emissoras de televisão. No entanto, novos trechos da gravação revelaram a participação do outro parlamentar. Os dois políticos eram filiados ao Movimento ao Socialismo (Mas), o mesmo partido do presidente Evo Morales. Após a repercussão do caso, eles foram expulsos do partido. 

A mulher que aparece nas imagens trabalhava na limpeza da Assembleia e, segundo jornais bolivianos, não teve seu contrato prorrogado no dia 31 de dezembro do ano passado.

Antes de ser preso, o deputado Javier Humana disse, em entrevista a uma rádio local, que pediu desculpas à mulher e que tem o “costume de beber” e não lembrar de nada no dia seguinte. Já Domingo Alcibia disse, ainda na semana passada, que o que aconteceu não foi agressão sexual.

 

Terra