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Definida candidata de direita que vai disputar a presidência do Chile

18 ago 2013
18h16
atualizado às 18h44
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Evelyn Matthei inscreveu neste domingo sua candidatura para representar a direita chilena nas eleições presidenciais de 17 de novembro. Apesar de reconhecer a vantagem da ex-presidente e de novo candidata Michelle Bachelet, ela acredita ter chances de ganhar.

Depois de inscrever sua candidatura, Evelyn, de 59 anos, discursou para seus apoiadores, quando admitiu a frente de Bachelet nas pesquisas eleitorais. "Para ninguém é um mistério que minha adversária está em vantagem", disse Evelyn, para quem "os números nos dizem que as diferenças estão diminuindo dia a dia".

"Vai haver segundo turno. E se continuarmos assim, vamos ganhar", disse a ex-ministra, candidata única da direita chilena. Estavam presentes ao lado dela os presidentes da UDI e da RN e vários candidatos ao Congresso, como o ex-ministro Laurence Golborne, que reivindica uma cadeira no Senado.

Neste evento, a Aliança buscava dar um sinal de unidade que permita fechar as feridas feitas na coalizão durante o processo de escolha de um candidato único.

Houve, no entanto, ausências destacadas e comentadas como a do ex-candidato à presidência pelo RN Andrés Allamand, que agora corre pelo Senado.

Evelyn agradeceu neste domingo o apoio dos dois partidos e destacou a importância de chegar ao pleito com "uma candidatura única e unida".

Ela apresentou os eixos de seu programa eleitoral e analisou os desafios do Chile que, para a candidata, inicia uma segunda etapa rumo ao desenvolvimento depois de conseguir vencer a extrema pobreza.

"Desse processo surgiu uma classe média empoderada que hoje pede com muita urgência dignidade e qualidade de vida", disse a filha de um general de Aviação que integrou a Junta Militar durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Termina nesta segunda-feira o prazo para que os aspirantes à Casa de Moneda, sede do governo, e ao Congresso, possam inscrever as candidaturas.

Até agora são candidatos Marco Enríquez Ominami, do Partido Progressista; o independente Franco Parisi; Marcel Claude, apoiado pelo Partido Humanista e pela Esquerda Verde; e Ricardo Israel, do Partido Regionalista dos Independentes (PRI). Bachelet foi inscrita automaticamente depois de vencer as primárias em 30 de junho.

EFE   
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