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David Granger toma posse como oitavo presidente da Guiana

Governo brasileiro mandou felicitações ao novo chefe de Estado do país da América do Sul

16 mai 2015
19h59
atualizado às 20h59
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David Arthur Granger, um militar retirado de 69 anos, tomou posse neste sábado como oitavo chefe de Estado da Guiana, um país que estava há 22 anos sob o governo do mesmo partido, até a vitória nas eleições da segunda-feira passada de uma coalizão de duas legendas opositoras.

David Granger tomou posse como oitavo presidente da Guiana neste sábado
David Granger tomou posse como oitavo presidente da Guiana neste sábado
Foto: Adrian Narine / AP

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Na posse, Granger prometeu favorecer um governo de inclusão e pediu a seu antecessor, Donald Ramotar, que reconheça sua derrota e faça parte deste "movimento de união nacional".

Segundo os resultados definitivos das eleições realizadas em 11 de maio, e divulgados hoje pela Comissão de Eleições da Guiana (GECOM), a coalizão composta pela Aliança pela Mudança (AFC, na sigla em inglês) e a Aliança para a União Nacional (APNU) recebeu 207.200 votos, frente aos 202.694 do Partido Progressista do Povo (PPP).

Com o resultado, a coalizão vencedora controlará 33 das 65 cadeiras do parlamento da Guiana, enquanto as 32 restantes serão do PPP.

Ramotar, já ex-presidente da Guiana, segue alegando que no processo de compilação e apuração de votos houve irregularidades que provocaram sua derrota. Seu partido chegou inclusive a pedir uma contagem, mas a solicitação foi negada.

Perante milhares de guianeses, a comunidade diplomática e líderes religiosos que se reuniram perante o parlamento, Granger prometeu hoje se transformar em "um presidente para todo o povo".

O veterano retirado, que se formou no Brasil, na Grã-Bretanha e na Nigéria, baseou sua campanha em prometer mais segurança nas ruas e uma luta mais contundente contra o tráfico de drogas e de pessoas.

Hoje Granger reconheceu que o país terá que "enfrentar a crua realidade do desemprego, da pobreza e outros males", mas descreveu a Guiana como "o melhor, maior e mais generoso país do Caribe" e assegurou que há boas razões para alegrar-se, entre elas, a mais recente "demonstração de saúde democrática".

Por sua vez, os demais legisladores eleitos tomarão posse de seus cargos no próximo 26 de maio, dia da Independência da Guiana.

O governo dos Estados Unidos felicitou Granger hoje em comunicado, no qual expressou sua esperança que o novo líder trabalhará para reparar as divisões na sociedade guianesa que surgiram durante o período eleitoral.

"Os EUA se comprometem a trabalhar em parceria com o novo governo neste sentido", acrescentou o comunicado, que expressou também seu agradecimento ao presidente em fim de mandato e seu governo por seu serviço ao povo da Guiana e pelas conquistas obtidas no desenvolvimento socioeconômico do país.

Por sua parte, Ramotar disse em discurso transmitido pela televisão estatal que o PPP está "decepcionado, ferido e ofendido pelos resultados" e instou seus correligionários "a manter a calma perante a provocação do triunfalismo".

"Devemos estar orgulhosos de nosso compromisso contínuo e dos esforços incessantes para preservar a democracia. Também devemos estar orgulhosos de nosso histórico de êxito na recuperação de nossa economia e da espetacular transformação de nosso país nestes difíceis anos de luta", acrescentou.

"Meu partido está convencido que uma recontagem teria demonstrado, acima de qualquer sombra de dúvida, que o PPP teria vencido", disse o ex-presidente, após assegurar que seu partido político abandona o poder "não pela vontade de nosso povo, mas pelas manipulações eleitorais".

Por fim, Ramotar reivindicou ao novo governo que assuma "a responsabilidade urgente de preservar a paz, o respeito de todos os cidadãos sem distinção de raça, cor ou credo, e a proteção de todos os guianeses, independentemente de sua afiliação política".

Itamaraty
O Ministério das Relações Exteriores felicitou neste sábado o novo presidente da Guiana, David Arthur Granger, por sua vitória nas eleições da segunda-feira passada, cujo resultado foi divulgado neste sábado.

"O governo brasileiro transmite ao presidente Granger suas mais calorosas saudações e reitera o compromisso de seguir aprofundando as iniciativas bilaterais e a parceria estabelecida no contexto regional com a Guiana, afirma um comunicado do Itamaraty.

A nota oficial lembra ainda da participação de dois representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acompanhando "a evolução tranquila do processo eleitoral" na Guiana.

Granger jurou neste domingo como oitavo chefe de Estado da Guiana e pediu a seu antecessor, Donald Ramotar, que reconheça a derrota de seu partido, que estava há 22 anos no poder.

Ramotar questionou os resultados eleitorais e em discurso televisionado disse que abandona o poder "não pela vontade" do povo, "mas por manipulações eleitorais".

 

EFE   

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