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10 de janeiro de 2012 • 23h48 • atualizado às 02h07

Daniel Ortega assume seu 2º mandato consecutivo na Nicarágua

Ortega segura a faixa presidencial durante a posse em Manágua
Foto: AFP
 

Daniel Ortega prestou juramento nesta terça-feira pela terceira vez - a segunda consecutiva - como presidente da Nicarágua, em mandato que irá até 2017.

A cerimônia teve a presença de seus aliados e colegas Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, e Hugo Chávez, da Venezuela, e não contou com representantes da oposição, que denuncia fraudes em sua reeleição.

Ortega prestou juramento em cerimônia celebrada na Praça da Revolução, no antigo centro de Manágua, diante do titular da Assembleia Nacional (Parlamento nicaraguense), o governista René Núñez.

A posse aconteceu na presença de sete chefes de Estado ou de Governo, além do príncipe Felipe, herdeiro da Coroa espanhola, entre outros convidados internacionais. Antes de iniciar seu novo mandato, o líder sandinista cumprimentou com um efusivo aperto de mãos Ahmadinejad e Chávez, aliados seus e adversários dos Estados Unidos.

Daniel Ortega, 66 anos, que conta com o respaldo de uma arrasadora maioria no Congresso, inicia assim um novo mandato na Nicarágua depois de ser reeleito nas eleições de 6 de novembro, em pleito que é questionado por observadores internacionais e locais e desconhecido pela oposição.

Apesar de a Constituição proibir sua candidatura, Ortega foi reeleito com 62,46% dos votos, segundo os resultados oficiais, considerados pela oposição uma "monstruosa e inaudita fraude".

A Constituição nicaraguense proíbe a reeleição consecutiva do presidente, mas os magistrados sandinistas da Suprema Corte de Justiça, sem a presença de magistrados opositores, declararam inaplicável o artigo da Carta Magna que o impedia.

Ortega assumiu o poder em 1985, após coordenar a Junta de Governo de Reconstrução Nacional de 1979 a 1984, após a queda da ditadura dos Somoza, e depois de perder o pleito de 1990, 1996 e 2001 foi eleito pela segunda vez nas eleições de 2006.

Ortega, que se apresenta hoje como um político pragmático e moderado, muito diferente do jovem comandante guerrilheiro e marxista da década de 80, prometeu diante do titular do Congresso respeitar a Constituição, as leis, os direitos e a liberdade do povo. Essa mesma promessa fez o novo vice-presidente, Omar Halleslevens, antigo chefe do Exército da Nicarágua.

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