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Cuba rechaça levante no Equador e pede condenação dos EUA

30 set 2010
16h45
atualizado às 21h47

O governo de Cuba manifestou nesta quinta-feira seu "mais enérgico rechaço" ao "golpe de Estado que está ocorrendo no Equador" e pediu que os Estados Unidos o condenem para não serem "cúmplices", segundo uma declaração lida pelo chanceler Bruno Rodríguez.

Veja momento em que presidente do Equador é atacado

"Cuba condena e manifesta seu mais enérgico rechaço ao golpe de Estado que se está ocorrendo no Equador", disse Rodríguez, acrescentando que Havana pede que o governo dos Estados Unidos condene o ato, "senão seria cúmplice".

O chanceler disse à imprensa internacional que fez esta declaração por "instruções" diretas do presidente Raúl Castro.

Protestos
Os distúrbios registrados no Equador têm origem na recusa dos militares em aceitar uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para ajustar os custos do Estado. Entre outras medidas encaminhadas pelo líder está eliminação de benefícios econômicos das tropas. No entanto, membros do próprio partido de Correa, de esquerda, estão bloqueando no Legislativo o projeto do governante, o que levou o presidente a considerar a dissolução do Congresso, medida que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições.

Isso fez com que centenas de agentes das forças de segurança do país saíssem às ruas da capital Quito para protestar. O aeroporto internacional chegou a ser fechado. No principal regimento da cidade, Correa tentou abafar o levante. Houve confusão e o presidente foi agredido e atingido com bombas de gás. Correa precisou ser levado a um hospital para ser atendido. De lá, disse que há uma tentativa de golpe de Estado. Enquanto isso, milhares de pessoas se dirigiram às ruas da cidade para apoiar o presidente equatoriano.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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