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Cristina Kirchner inicia repouso sem delegar funções na Argentina

7 out 2013
13h11
atualizado às 13h20
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Apesar de não ter delegado suas funções, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, atendeu às recomendações médicas e optou por guardar repouso nesta segunda-feira, o primeiro dia laboral desde que foi diagnosticada com uma lesão cerebrovascular que lhe deixará um mês afastada da primeira linha política.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner
Foto: AP

Acompanhada por seus filhos, Cristina descansa na residência presidencial de Olivos, situada na periferia norte de Buenos Aires, devido a um coágulo na cabeça, detectado em exames médicos realizados no último sábado.

Apesar da recomendação médica de repouso, Cristina não delegou suas funções ao vice-presidente argentino, Amado Boudou, questionado por seu suposto vínculo a um escândalo de corrupção. A Constituição argentina estabelece que, à revelia do presidente, o vice-presidente passa a ser o encarregado de assumir a máxima responsabilidade do Estado.

"Como não há incapacidade ostensiva para que a Presidente exerça suas funções, já que o repouso é por prescrição médica e não por doença, não há delegação de faculdades", afirmou hoje o advogado constitucionalista Roberto Boico. "A decisão de delegar faculdades é uma decisão que deve ser tomada pela primeira governante e por própria vontade", acrescentou Boico.

O vice Amado Boudou
O vice Amado Boudou
Foto: AP

Embora não tenha delegado suas funções ao vice-presidente, Cristina deverá se afastar da primeira linha política da campanha eleitoral pelo pleito legislativo do próximo dia 27 de outubro. Em um ato na Casa Rosada, o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, assinalou hoje que a governante da coligação Frente para a Vitória (FPV) seguirá com os atos eleitorais previstos e vai "redobrar os esforços".

Martín Insaurralde, candidato governista a primeiro deputado nesta província, o maior distrito eleitoral, assegurou que o importante é que a presidente "esteja bem, esteja tranquila" e indicou que Cristina teve "uma atitude responsável" ao seguir as recomendações médicas.

A governante sofre uma "coleção subdural crônica" que a obrigará a suspender sua atividade habitual durante 30 dias, de acordo com um comunicado divulgado na noite do sábado pela equipe médica da Fundação Favaloro, onde esteve ingressada durante umas oito horas.

A presidente argentina, que sofre de problemas de tensão, foi submetida a uma operação em janeiro de 2012 para extrair a glândula da tireoide e, por isso, se manteve durante três semanas afastada de sua atividade habitual, período em que Boudou assumiu a Presidência em caráter temporário.

EFE   
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