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Correa entrega cargo para vice e mergulha em campanha

15 jan 2013
20h16
atualizado às 20h19

O presidente do Equador, Rafael Correa, entregou nesta terça-feira seu cargo ao vice-presidente, Lenín Moreno, para poder iniciar sua campanha para as eleições de 17 de fevereiro, nas quais, segundo as pesquisas, conta com ampla vantagem sobre seus sete rivais.

Correa, da coalizão Aliança País, passou seu primeiro dia de campanha no litoral equatoriano, onde afirmou que sua administração melhorou a condição econômica das classes populares, embora tenha dito que ainda "falta muitíssimo" por fazer.

O líder, que está no poder desde 2007, aproveitou um de seus comícios para pedir voto para os candidatos parlamentares de seu partido nas eleições, que também definirão a formação da nova Assembleia Nacional.

Graças à licença de suas funções presidenciais, Correa dedicará todo seu tempo para buscar votos, até 15 de fevereiro, quando termina a campanha eleitoral.

Os 11,6 milhões de eleitores convocados deverão escolher 137 membros do Parlamento, incluídos seis representantes dos equatorianos no exterior, e os cinco delegados do país no Parlamento Andino, integrado também por Bolívia, Colômbia e Peru.

Já Guillermo Lasso, que aparece em segundo nas pesquisas, também percorreu hoje zonas litorâneas, onde prometeu que se chegar ao poder criará um milhão de empregos. Lossa, um ex-banqueiro e líder do movimento Criando Oportunidades, aparece nas enquetes com 11,2% das intenções de voto, contra 60,6% de Rafael Correa.

Enquanto a campanha oficial completa hoje seu 12º dia, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) avança nos preparativos para as eleições e hoje assinou um acordo com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para a observação da votação.

A missão da OEA é integrada por 80 membros e comandada por Rafael Alburquerque, ex-vice-presidente da República Dominicana. "Desde hoje estaremos em contato permanente com o CNE para conhecer o andamento do processo eleitoral, métodos e mecanismos a serem aplicados. E também daremos recomendações", afirmou Alburquerque.

EFE   
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