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Comandante da polícia equatoriana nega sequestro de Correa

30 set 2010
18h54
atualizado às 19h17

O comandante da polícia do Equador, general Freddy Martínez, negou que o presidente Rafael Correa tenha sido sequestrado por membros dessa instituição que se rebelaram contra o governo por conta da aprovação de uma lei de corte de benefícios. "Não, não está sequestrado", respondeu o oficial, ao ser consultado se o presidente socialista permanecia sequestrado no hospital policial.

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Correa denunciou uma tentativa de golpe de Estado contra ele, e disse que sua vida corria perigo, ao falar do hospital policial de Quito, onde se refugiou depois de ter sido agredido com bombas de gás lacrimogêneo pelos oficiais amotinados. O vice-presidente Lenín Moreno tinha afirmado anteriormente que Correa era vítima de uma tentativa de sequestro nesse centro médico, onde nesta quinta-feira reunia-se com representantes dos policiais rebeldes.

"Um grupo de descontentes tentou sequestrar o presidente da República", disse Moreno à emissora equatoriana do porto de Guayaquil (sudoeste), onde esperava voar a Quito quando a situação nos aeroportos fosse normalizada. O presidente venezuelano Hugo Chávez, afirmou, por sua vez, em Caracas que tinha falado com Correa cerca de quatro vezes e que este lhe informou que estava "sequestrado" no hospital da polícia, acompanhado por um reduzido grupo de colaboradores, e que temia por sua vida.

Mas o general Martínez, que se mantém leal ao governo, assegurou que a segurança do chefe de Estado "está garantida" nessa clínica, onde recebe atenção médica. "Temos que protegê-lo. O presidente está no hospital, está sendo atendido pelos médicos do hospital, sei que seu estado é normal", afirmou o oficial, que na manhã tentou abafar o protesto, mas não foi escutado por seus subordinados.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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