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Colômbia: greve de professores afeta 9 milhões de estudantes

A classe reivindica melhores salários, serviço de saúde de qualidade e uma mudança no sistema de avaliação do professor, que serve de base para definir promoções

14 mai 2014
17h21
atualizado às 17h26
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Cerca de nove milhões de estudantes de escolas públicas colombianas ficaram sem aula devido a uma greve de professores que o governo recebeu com surpresa pois tinha chegado a um princípio de acordo com a Federação Colombiana de Trabalhadores da Educação (Fecode).

"Hoje no país o magistério em nível nacional se encontra em greve", disse em entrevista coletiva em Bogotá o presidente da Fecode, Luis Grubert.

Segundo o dirigente, é necessário buscar "uma saída para este conflito laboral que hoje afeta 8,7 milhões de crianças, assim como 34 mil educadores" .

Os professores pedem melhores salários e serviço de saúde, assim como uma mudança no sistema de avaliação do professor, que serve de base para definir ascensões.

No entanto, a ministra da Educação, María Fernanda Campo, expressou sua surpresa com a decisão da Fecode de iniciar a greve, já que na noite de terça-feira tinha sido alcançado um acordo com a comissão negociadora desse sindicato.

"Fomos dormir ontem à noite com um acordo entre a comissão negociadora da Fecode e o Ministério da Educação", disse a ministra, que acrescentou que "hoje, com muita estranheza, amanhecemos com o comitê diretor da Fecode não reconhecendo estes acordos que chegamos na noite passada".

Segundo Campo, o acordo abrange os três pontos fundamentais que reivindicam os professores, pois foi combinada "a melhoria das condições de saúde, melhoria das condições econômicas graças a um programa de nivelamento salarial e melhoria e fortalecimento das condições de avaliação de nossos docentes para melhorar a qualidade da educação".

"Houve adiantamentos com o alto governo, com os ministros de Fazenda, Trabalho e Educação, assim como com funcionários da presidência, mas o que temos é uma minuta que ainda tem imprecisões, e se o texto não estiver claro, o governo termina evadindo responsabilidades como já fez antes", manifestou Grubert.

O presidente da Fecode assegurou que enquanto o acordo não estiver completamente fechado, "a decisão de greve se manterá".

Segundo Grubert, os professores anunciaram que se suas reivindicações não forem atendidas "as atividades de amanhã se transformarão em manifestações nas ruas". Grubert explicou que um dos pontos mais difíceis é o da avaliação de competências às quais os professores têm que se submeter para aspirar uma ascensão.

"Pedimos que a avaliação de competências seja suspensa e que sejam habilitados outros critérios para que os companheiros possam subir na carreira. Este sim é um ponto inegociável", afirmou.

EFE   

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