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Cinco suspeitas gripe suína dão negativo no Panamá

30 abr 2009
10h30
atualizado às 10h40

Os exames de cinco dos nove casos suspeitos de gripe suína detectados até agora no Panamá deram negativo, enquanto os outros estão em estudo, informou nesta quinta uma fonte sanitária.

O diretor nacional de Saúde, Cirilo Dawson, disse hoje à imprensa que os resultados de exames feitos nos últimos dias com cinco pacientes suspeitos de ter a doença deram negativo, enquanto outros quatro estão sob investigação.

Acrescentou que a maioria dos nove casos, de pessoas procedentes de outros países, especialmente do México - onde se originou o foco desta doença - são de homens.

Dawson explicou que estes pacientes permaneceram isolados no hospital, enquanto eram feitos os exames de laboratório.

Acrescentou que as autoridades sanitárias panamenhas redobraram a vigilância em aeroportos, portos marítimos e fronteiras terrestres, e informam à população sobre a doença e as medidas de higiene que devem adotar.

A chefe de Epidemiologia do Ministério da Saúde do Panamá, Gladys Guerrero, disse na terça-feira que o Panamá, por ser um país de passagem, registrará muitos casos suspeitos da gripe suína.

Gripe Suína
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe suína é causada por uma variante do vírus influenza tipo A, que porta a designação H1N1. O órgão aumentou o nível de alerta para cinco (pandemia iminente) em uma escala que vai até seis. O temor é de que nova mutação torne os humanos incapazes de combater a doença, por falta de anticorpos.

A gripe suína teria matado mais de 150 pessoas no México, país mais afetado pelo surto, onde cerca de 2 mil pessoas estariam infectadas. No entanto, autoridades sanitárias do país confirmaram apenas 99 casos e 8 mortes relacionadas ao vírus AH1N1.

Nos EUA, até o momento foram confirmados 91 casos de pessoas com gripe suína; uma morreu. Há duas pessoas com suspeita de contaminação no Brasil, e outras 36 são monitoradas pelo Ministério da Saúde.

EFE   
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