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Chávez adverte contra invasão da embaixada equatoriana

20 ago 2012
16h01
atualizado às 16h53

A eventual violação da embaixada do Equador em Londres, onde o fundador de Wikileaks, Julian Assange, se encontra enclausurado, "teria respostas muito contundentes", afirmou nesta segunda-feira o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

"Quais seriam as respostas? Não vamos anunciar, mas estamos preparando. Não achem que vão fazer conosco o que antes fizeram; teriam respostas muito fortes e muito firmes", ressaltou o governante da Venezuela em um discurso televisado. Chávez sugeriu ao governo britânico "que pensem muito bem, já que se acabaram os tempos aqueles em que esses velhos e novos impérios faziam o que queriam. Equador não está só", completou.

O governo de Rafael Correa outorgou na última semana asilo político a Assange ao considerar que havia falta de garantias por parte do Reino Unido e da Suécia que o fundador do Wikileaks não seria extraditado a um terceiro país, possivelmente os EUA, onde sua vida poderia correr perigo. Assange se encontra na embaixada do Equador em Londres desde o dia 19 de junho, mas não pode deixar o local porque o governo britânico se nega a conceder um salvo-conduto. As autoridades inglesas reiteraram sua intenção de entregar a Assange a Suécia, onde é acusado de supostos crimes sexuais.

Chávez destacou os pronunciamentos de solidariedade com o Equador da União de Nações Sul-americanas (Unasul) e da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), que no último fim de semana respaldaram Quito "perante a ameaça de violação do local de sua missão diplomática". Além disso, o presidente venezuelano advertiu o Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas, as quais, segundo Chávez, "não são só argentinas, são da Unasul, são sul-americanas, são latino-americanas, mas claro que sua soberania é plenamente argentina".

EFE   
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