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Chanceler do Equador pede que povo "resgate" Correa

30 set 2010
15h24
atualizado às 18h33

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, pediu aos equatorianos nesta quinta-feira que marchem pacificamente em apoio ao presidente do país, Rafael Correa, e o "resgatem" do hospital onde manifestantes policiais supostamente estariam à sua procura.

Veja momento em que presidente do Equador é atacado

Correa está no hospital depois de incidentes com policiais, que supostamente estavam tentando entrar no local. "Quero chamar aos valentes para que resgatemos nosso presidente", disse Patiño a dezenas de seguidores de Correa concentrados em um praça em frente ao palácio do governo.

O chanceler também pediu aos equatorianos que saiam "pacificamente" às ruas para apoiar Correa. Por outro lado, o chefe de Estado Maior da Polícia do Equador, Florencio Ruíz, apelou à força para que deponha o violento protesto contra o governo. "Entendo os problemas dos policiais, mas não concordamos com excessos. Peço a todos os companheiros que parem com essas atitudes", disse o chefe policial a jornalistas.

Ao desafiar os policiais e militares que protagonizam uma revolta no país, o presidente realizou um discurso improvisado nesta quinta através de uma janela do regimento do exército de Quito. Após discursar, Correa foi atingido por bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela polícia e levado ao hospital.

Apoiado numa muleta pelo fato de que foi submetido há pouco a uma operação no joelho, o presidente conseguiu sair do quartel usando uma máscara de proteção e ajudado por seguranças depois da explosão das bombas de gás.

Entenda o conflito
As tropas equatorianas protestam por causa da eliminação de benefícios econômicos incluídos em uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para cortar custos do Estado. No campo político, membros do próprio partido de Correa, de esquerda, estão bloqueando no Legislativo o projeto do governante, o que levou o presidente a considerar a dissolução do Congresso, medida que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições.

Com informações de agências internacionais

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