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Caso de avião desencadeia reunião entre EUA e Argentina

14 fev 2011 17h41
| atualizado às 18h54
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A carga de armas e drogas confiscada em um avião da Força Aérea americana em Buenos Aires pelas autoridades argentinas desencadeou o primeiro encontro diplomático entre Estados Unidos e Argentina desde que Barack Obama chegou à Casa Branca.

O incidente, que motivou uma chamada do secretário de Estado adjunto dos EUA para a América Latina, Arturo Valenzuela, ao chanceler argentino, Héctor Timerman, se agravou após o anúncio do Governo de Cristina Fernández que afirmou que protestará perante Washington pelo material intervindo na carga.

"O país formulará um protesto assim como um pedido para a colaboração na investigação sobre os motivos que a Força Aérea dos EUA teve ao tentar violar as leis argentinas ingressando material camuflado dentro de uma carga oficial dos Estados Unidos", indicou a Chancelaria argentina em comunicado na noite de domingo.

Fontes da embaixada americana em Buenos Aires consultadas pela Agência Efe evitaram pronunciar-se sobre o último anúncio do Governo de Cristina.

As autoridades argentinas apreenderam cerca de mil pés cúbicos da carga do avião que chegou ao aeroporto portenho de Ezeiza na quinta-feira passada com "material qualificado como de guerra", destinado a um curso sobre segurança para a Polícia.

Segundo a versão argentina, a inspeção da Alfândega e da Polícia de Segurança Aeroportuária detectou diferenças entre o material declarado e a carga, composta por armas, drogas, entre elas, várias dose de morfina, e equipamento qualificado como "secreta".

No entanto, segundo o Departamento de Estado dos EUA, o material tinha sido previamente autorizado e aprovado pela Argentina e seria utilizado em uma troca de treino entre militares americanos e a Polícia Federal argentina centrado no resgate de reféns e técnicas de gestão de crise.

"Todos os artigos eram material que normalmente seriam levados durante um exercício de treino desta natureza", afirmou um comunicado divulgado no domingo em Washington.

Os Estados Unidos solicitaram a "devolução imediata" dos artigos retidos e pediram explicações sobre a razão pela qual Buenos Aires não abordou o incidente "através de canais diplomáticos normais".

EFE   
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