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Brasil acompanha crise no Equador "com preocupação"

30 set 2010
15h40
atualizado às 18h39

A crise política no Equador está sendo acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considera a possibilidade de acionar a Unasul, o Mercosul e a Organização dos Estados Americanos (OEA) se necessário, disse nesta quinta-feira o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia. "Vai haver, se for necessário, mobilização da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), do Mercosul e da OEA, que já estão atentos ao assunto", disse Garcia.

Veja momento em que presidente do Equador é atacado

De acordo com o presidente peruano, Alan García, os chanceleres sul-americanos viajarão ao Equador para mediar a crise. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou em nota que o "ministro Celso Amorim tomou conhecimento, com preocupação, das manifestações no Equador".

Em contato telefônico com o chanceler do Equador, Ricardo Patiño, Amorim expressou total apoio e solidariedade do Brasil ao presidente equatoriano, Rafael Correa, e às instituições democráticas equatorianas, disse o Itamaraty.

A crise teve início após o presidente equatoriano ter afirmado que considera dissolver o Parlamento por conta de um impasse político com aliados. Além disso, policiais realizam protestos em todo o país, deixando o Equador sem segurança, e as Forças Armadas tomaram o principal aeroporto equatoriano.

O governo brasileiro recebeu informações que confirmam relatos vindos de Quito de que os militares seguem fiéis a Correa. Correa disse que foi atacado por manifestantes e que precisaria de tratamento médico. Logo depois, ele afirmou que os manifestantes da polícia o procuraram no hospital e que seriam responsabilizados se ele fosse ferido. O presidente acusou ainda a oposição de tentar promover um golpe de Estado no país.

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